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Perseu
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 Perseu - III
erto dia, durante um banquete no palácio real de Sérifos, os convidados ofereceram ricos presentes ao rei Polidectes. O jovem Perseu, que vivia pobremente e já estava um pouco bêbado, ofereceu impetuosamente a cabeça de Medusa. O rei, que estava apaixonado por Dânae e queria se livrar do rapaz, aproveitou a oportunidade e aceitou o presente de imediato.
À procura da Górgona
Tratava-se de um empreendimento aparentemente impossível, porém Perseu recebeu ajuda de Atena e Hermes, que o aconselharam a procurar as Gréias e extrair delas o segredo da derrota da górgona.
Perseu conseguiu chegar à morada das Gréias e apoderou-se de seu único olho quando uma delas o passava às outras. Para recuperá-lo, revelaram que era preciso procurar as ninfas, depositárias de três objetos essenciais: a coifa de Hades, presente dos ciclopes ao deus na época da titanomaquia e que tornava o portador invisível; sandálias com asas, que permitiam voar; e um alforje especial para guardar sem perigo a cabeça de Medusa. As ninfas entregaram-lhe os objetos sem problemas, e Hermes armou-o com uma foice apropriada, recurvada e forte.
O fim de Medusa
Perseu procurou então as górgonas, e enfrentou Medusa enquanto as outras duas dormiam. Ajudado por Atena, que segurou para ele um escudo de bronze polido como um espelho, para que não olhasse diretamente para o monstro, conseguiu decapitar Medusa e guardar sua cabeça no alforje. Medusa estava grávida de Posídon, e de seu pescoço cortado emergiram Pégaso, o cavalo alado, e o gigantesco Crisaor, que brandia uma espada de ouro. As duas outras górgonas acordaram e perseguiram Perseu, mas com a ajuda da coifa de Hades e das sandálias aladas ele conseguiu escapar.
Passando pela Etiópia Perseu viu Andrômeda, a filha de Cefeu e Cassiopéia, amarrada à estaca e se apaixonou. O herói conseguiu derrotar o monstro de Posídon com a ajuda dos preciosos objetos que recebera, e o rei Cefeu deu-lhe Andrômeda como esposa. Quando ia embora, porém, Perseu teve de enfrentar Fineu, o noivo anterior da esposa, e também os amigos dele. Ansioso para chegar a Sérifos e diante de tantos adversários, retirou a cabeça da Medusa do alforje e simplesmente petrificou os inimigos.
De volta a Sérifos
Ao chegar a Sérifos, encontrou Dânae e Díctis refugiados no altar de um templo, pois Polidectes tentara apoderar-se de Dânae pela força. Homem de palavra, Perseu fez questão de dar ao rei o que prometera: dirigiu-se ao palácio e entregou-lhe a cabeça da górgona, mas depois de tirá-la do alforje protetor... Assim, Polidectes e mais os amigos que o acompanhavam transformaram-se em pedra. Depois disso, colocou Díctis no trono de Sérifos, devolveu os objetos preciosos a Hermes e presenteou Atena com a cabeça da górgona, que a deusa colocou no meio de seu escudo.
Acertadas as coisas em Sérifos, Perseu dirigiu-se a Argos, pois queria se reconciliar com o avô, Acrísio, mas ele não se encontrava lá. Foi então a Larissa, na Tessália, participar dos jogos fúnebres organizados pelo rei Teutâmias em honra de seu pai, e durante a competição de arremesso de disco matou acidentalmente o avô, que estava assistindo aos jogos. Por causa dessa morte involuntária o herói recusou o trono de Argos, e trocou-o pelo trono de Tirinto com seu primo Megapentes. Outras versões da lenda apresentam-no ainda como fundador de Micenas.
Iconografia
O salvamento de Andrômaca e a morte de Medusa foi uma das cenas favoritas dos artistas gregos. Perseu era mostrado ao degolar o monstro ou com a cabeça dela na mão; a fuga do herói, com as outras górgonas em seu encalço, era também representada com uma certa freqüência. A imagem de Pégaso, com as asas abertas, era relativamente comum, especialmente nas moedas cunhadas em Corinto.
Perseu era cultuado em Sérifos e em um templo próximo de Argos. Em Atenas havia um local consagrado a ele.
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