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FABVLAE
Divindades e
monstros diversos
altera
NOME ROMANO
Vitória (= Niké)
 
Divindades e monstros diversos
 
s últimos filhos das divindades não-olímpicas surgiram, em grande parte, antes mesmo do reinado de Zeus. Muitos eram entidades inteiramente conceituais; outros, simples monstros que afligiam a humanidade; todos, praticamente, personagens secundários dos diversos mitos.

Os ventos e os filhos de Estige

Os ventos eram divindades masculinas e descendiam de Astreu e de Eos, a aurora. No mito, os mais importantes eram Zéfiro, o vento oeste, suave e primaveril, e Bóreas, o vento norte, invernal, frio e violento. Na Odisséia, Odisseu encontrou-se com Éolo, o "senhor dos Ventos", não mencionado em outras fontes (Od. 10.1-33).

Acreditava-se que os ventos podiam assumir forma de cavalo e gerar filhos. Assim, Zéfiro era considerado o pai de Xantos e Bálios, dois cavalos imortais, capazes de falar; e Bóreas gerou nas éguas do rei Erictônio, de Atenas, doze potros tão velozes que, quando corriam sobre um campo de trigo, as espigas nem se curvavam...

Zéfiro, em algumas versões, era o marido de Íris, a mensageira de Zeus e de Hera, e é personagem da lenda de Jacinto. Bóreas raptou Orítia, filha de Erecteu, rei de Atenas, e teve com ela dois filhos, Cálais e Zetes, capazes de voar. Eles são freqüentemente chamados de boréades ("filhos de Bóreas") e participaram da aventura dos Argonautas.

Os filhos de Palas e Estige, todos eles entidades conceituais ou abstrações, eram Zelo, o ardor; Niké, a vitória; Cratos, o poder; e Bias, a violência. Todos ficaram ao lado de Zeus durante a titanomaquia e eram considerados extensões dos atributos divinos do pai dos deuses. Niké era identificada muitas vezes com a deusa Atena, notadamente em Atenas ("Atena Niké"), mas pode ter se tratado apenas de um epíteto.

Os últimos monstros

As primeiras gerações divinas tiveram diversas entidades monstruosas, porém em sua maioria eram apenas a personificação de alguns aspectos selvagens e violentos da natureza em seus primórdios. Os últimos monstros, por outro lado, eram somente feras violentas e perversas, nocivas à humanidade, e portanto combatidas energicamente pelos heróis. Segundo a tradição, foram todos gerados por Equidna.

Unida a Tífon, Equidna gerou:

  1. Ortro, o monstruoso cão de Gérion;
  2. Cérbero, o cão que guardava a porta do Hades;
  3. a Hidra de Lerna;
  4. a Quimera, que assolava a Lícia.

Unida a Ortro, seu próprio filho, Equidna gerou:

  1. a Esfinge, que assolava Tebas;
  2. o Leão de Neméia.

Os monstros participam de diversas lendas, como as de Héracles, Belerofonte, Édipo e outros heróis.

Iconografia e culto

Bóreas e seus filhos eram em geral representados como homens alados. O culto aos ventos remonta, aparentemente, ao Período Micênico, e na época clássica era razoavelmente importante em Atenas, pois se acreditava que Bóreas ajudara a destruir a frota persa (Hdt. 7.189) em setembro de -480.

Niké, representada habitualmente como uma bela mulher com asas, foi tema popular dos pintores de vasos e dos escultores. Em Atenas, era cultuada no famoso templo de Atena Niké.

 
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02.04.1999
Monografia 0143
     
Data da consulta: 12.05.2008
 
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