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As rebeliões contra Zeus
 
As rebeliões contra Zeus
 
reinado de Zeus não transcorreu sem contestação: ele teve de enfrentar os gigantes, o monstruoso Tífon e os próprios deuses olímpicos. Todas as tentativas de derrubá-lo, no entanto, fracassaram.

A gigantomaquia

Gaia realmente não suportava ver nenhum de seus filhos preso. Algum tempo depois da titanomaquia, a partir do sangue de Urano, criou os gigantes. Eram seres enormes, fortíssimos e de aspecto aterrador, às vezes representados com serpentes ao invés de pernas. Embora mortais, só podiam ser vencidos simultaneamente por um deus e por um mortal.

A gigantomaquia (lit. "luta contra os gigantes") começou assim que os gigantes foram criados. Eles imediatamente começaram a alvejar o Olimpo com grandes árvores em chamas e rochedos enormes. Zeus, ajudado por seus irmãos, irmãs e filhos divinos, porém, enfrentou-os e venceu.

Consta que além dos deuses olímpicos, diversas divindades pré-olímpicas antigas lutaram ao lado de Zeus, como por exemplo a deusa Hécate. O principal aliado mortal de Zeus foi seu próprio filho, Héracles, pois a gigantomaquia ocorreu antes de sua apoteose.

Tífon

Gaia, inconformada, fez ainda uma última tentativa. Uniu-se a Tártaro, outro deus da "1ª geração", e gerou Tífon, uma obra-prima de monstruosidade. Hesíodo descreveu-o para nós: braços poderosos, pés infatigáveis, cem cabeças de serpente com línguas negras e olhos que expeliam fogo, e de todas as cabeças saiam simultaneamente terríveis sons (Hes.Th. 823-835).

Zeus enfrentou-o com seus raios e trovões, e a violenta luta fez tremer o céu, a terra, o mar e abalou o próprio mundo subterrâneo. Venceu-o com dificuldade e atirou-o também ao Tártaro. E, depois dessa, Gaia finalmente sossegou...

A revolta dos olímpicos

E então, quando tudo parecia estar calmo, Hera, Posídon, Atena e Apolo, por razões não esclarecidas, planejaram surpreender Zeus, prendê-lo e acorrentá-lo. A nereida Tétis, no entanto, tomou conhecimento desses planos e avisou um dos hecatônquiros, Briaréu, tio e aliado de Zeus durante a titanomaquia.

O discreto Briaréu dirigiu-se imediatamente ao Olimpo e postou-se, com toda a sutileza de eram capazes as cinqüenta cabeças e os cem braços que possuía, ao lado do sobrinho. Homero conta (Il. 1.397-406), maliciosamente, que a simples presença do poderosíssimo filho de Gaia atemorizou os outros deuses e fê-los desistir de seus planos...

Posídon e Apolo, como castigo, tiveram de servir o rei de Tróia, Laomedonte, e construir as muralhas da cidade. Aparentemente, Zeus não castigou nem a esposa nem a filha.

Iconografia

A luta entre Zeus e Tífon aparece muito raramente na iconografia arcaica, especialmente em vasos; a gigantomaquia, por outro lado, foi um dos temas mais utilizados em quase todos os períodos artísticos.

Nos vasos de cerâmica, cenas da luta entre deuses e gigantes aparecem a partir de -560, mais ou menos; nos relevos dos templos e outros edifícios, um pouco depois disso, como por exemplo no Tesouro dos Sifnianos em Delfos. Uma das mais famosas obras de arte com esse tema era o Altar de Zeus em Pérgamon, datado de -164/-156, conservado atualmente no Pergamonmuseum de Berlim.

 
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23.06.1999
Monografia 0175
     
Data da consulta: 11.05.2008
 
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