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FABVLAE
As últimas divindades pré-olímpicas
altera
NOME ROMANO
Fúrias (= Erínias)
 
As últimas divindades pré-olímpicas
 
urante o reinado de Crono os filhos de Ponto e Gaia geraram, por sua vez, mais deuses e deusas. Enquanto Zeus, futuro soberano do mundo, era criado às escondidas, as novas divindades se estabeleciam em seus domínios.

Ninfas

Divindades muito antigas, seguramente pré-helênicas, eram ligadas à natureza e à terra (uma extensão de Gaia, portanto). Na mitologia grega, não formavam um grupo homogêneo devido às diferentes origens. As melíades, por exemplo, eram filhas de Crono; Calipso era filha de Atlas (ou de Hélio); Eco não tinha ascendência definida.

Elas não eram imortais, e suas vidas duravam tanto quanto a árvore, o lago, o bosque a que estavam ligadas. Recebiam, muitas vezes, nomes especiais conforme o lugar que habitavam: melíades (freixos, um tipo de arbusto), náiades (fontes e riachos), oréades (montanhas), alseides (bosques), hamadríades (árvores). Na lenda de Odisseu, no entanto, a ninfa Calipso é dada como imortal.

As ninfas amaram e foram amadas freqüentemente pelos deuses, pelos sátiros e até mesmo pelos mortais. Participavam do séquito de diversas divindades, como Afrodite, Ártemis e Dioniso; desempenhavam, nos mitos, papel geralmente secundário. Algumas ninfas como Calisto, Eco e Calipso, no entanto, tinham lenda própria.

As Erínias

As Erínias, que surgiram quando o sangue de Urano caiu sobre Gaia, eram também ligadas à terra-mãe e, nos mitos mais tardios, ajudavam a punir a sombra dos mortos no mundo subterrâneo. Sua principal tarefa era perseguir e enlouquecer os culpados de crimes hediondos, em geral o derramamento de sangue dentro da própria família.

O número delas, a princípio indefinido, em épocas tardias passou a ser apenas três: Alecto, Tisífone e Megera. As terríveis cadelas furiosas (Ésquilo, Coéforas, 1054) estão presentes na lenda de Orestes, popularizada pelos poetas trágicos, e na lenda de Alcméon.

Íris, Harpias e Equidna

Íris, filha de Taumas e Electra, personificava o arco-íris e, na época dos deuses olímpicos, tornou-se a mensageira pessoal de Zeus e, especialmente, de Hera. Em algumas versões, é casada com o vento Zéfiro.

As Harpias ('agarradoras' em grego), irmãs de Íris, eram originalmente simples espíritos do vento, capazes de agarrar pessoas. Posteriormente, seu número foi fixado em três: Aelo, Ocípete e Celeno. Entidades aladas e ferozes, raptavam crianças e eram capazes de carregar os mortos; participam, principalmente, da lenda de Fineu.

Equidna, filha de Fórcis e Ceto, era um monstro metade mulher, metade serpente. Não possui lenda própria mas, de suas uniões com Tífon e Ortros, nasceram diversos outros monstros, como a Esfinge de Tebas e a Hidra de Lerna.

Iconografia e culto

As ninfas eram sempre moças jovens e bonitas, e tinham altares em algumas poucas localidades, como por exemplo Oropus (Ática). As Erínias, nos vasos, eram representadas em geral como três mulheres de ar ameaçador, com ou sem asas; consta que Ésquilo, na Oréstia, mostrou-as com serpentes nos cabelos. Íris tinha sempre nas mãos o kerykeion, bastão que caracterizava arautos e mensageiros; e Equidna, a cauda em forma de serpente.

Somente as Erínias eram habitualmente cultuadas. Em Atenas, onde tinham um santuário, eram consideradas bondosas e chamadas de Eumênides ("benévolas").

 
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Data da consulta: 12.05.2008
 
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