
navigatio
FABVLAE
Da escuridão, a luz altera NOMINES
Μοῖραι
Ὄνειρος Parcas Morfeu |
Da escuridão, a luz
Érebo e NixAs duas últimas divindades primordiais a emergir do Caos, simbolizam, de diferentes formas, as trevas primitivas. Érebo (gr. Ἔρεβος) é, aparentemente, a escuridão profunda que se formou no momento da criação, e mais tarde ficou localizada no mundo subterrâneo; Nix (gr. Νύξ), a noite, representa a escuridão situada logo acima de Gaia. Caos
|
---+------------+
| |
Érebo ---+--- Nix --------+
| |
+----+----+ +----+----+
| | | |
Éter Hemera Éris Hespérides
| Moiras
| Nêmesis
Ate Hipno
Lete Tânato
etc. etc.
Inicialmente, Nix uniu-se a Érebo, e dessa união nasceram Éter e Hemera, as primeiras entidades luminosas de um mundo até então totalmente escuro. Éter (gr. Αἰθήρ) é a luminosidade pura e brilhante da região superior da atmosfera, próxima à abóbada celeste; Hemera (gr. Ἡμέρα ) personifica o dia, isto é, a luz que brilha logo acima da terra. Depois da breve união com Érebo, Nix As HespéridesAs Hespérides (gr. Ἑσπερίδες), "ninfas do Poente", personificam o final da tarde, transição entre o dia e a noite. Viviam em um longínqüo e inacessível jardim, o "jardim dos deuses", guardado por um dragão (uma serpente gigante) e situado às margens do rio Oceano, no extremo Ocidente. O Jardim das Hespérides era famoso pelas maçãs (pomos) de ouro, plantadas pela deusa Hera. Essas maçãs, segundo a tradição, foram um presente de Gaia por ocasião do casamento de Zeus e Hera. O Jardim aparece, juntamente com Atlas, no 11º trabalho de Héracles. As MoirasAs Moiras (gr. Μοῖραι), também chamadas de "Meras", personificam o destino de cada ser humano e a parte que lhe cabe de felicidade, riqueza e desgraças. Sua ascendência é um tanto controvertida e, nos primeiros tempos, elas usualmente se confundiam com duas de suas irmãs na genealogia hesiódica, Quera e Moros. Em épocas tardias, eram comparadas a três "fiandeiras" que controlavam, de forma impessoal e fria, o destino do homem desde o nascimento até a morte. Clotó (gr. Κλωθώ), a "fiandeira", tecia o fio da vida; Láquesis (gr. Λάχεσις), a "distribuidora", determinava o comprimento do fio; Átropo (gr. Ἄτροπος), a "implacável", cortava impiedosa e inflexivelmente o fio, no momento exato e predeterminado. As funções de cada Moira, no entanto, variaram um pouco a partir do Período Helenístico. As fiandeiras, embora freqüentemente citadas, participam diretamente de poucas lendas. As mais conhecidas são a da gigantomaquia, em que lutaram ao lado de Zeus, a de Admeto e a de Meleagro. Outros descendentes de NixA maior parte dos outros descendentes de Nix nada mais são que conceitos e abstrações personificados; sua importância nos mitos é muito variável.
Nêmesis (gr. Νέμεσις), por exemplo, representava em tempos antigos a vingança divina diante da ὕβρις, compreendida como um comportamento desmedido ou excessivamente presunçoso da parte dos mortais; Éris (gr. Ἔρις) personificava a discórdia; a Quer (gr. Κήρ) ou, eventualmente, as Queres (gr. Κῆρες) eram antigas divindades relacionadas com o destino e, mais especificamente, com a morte em batalha; Moro (gr. Μόρος) representava o quinhão que cada homem recebe em vida. Eis algumas outras abstrações e personificações, em ordem alfabética:
Éris, assim como Nix, originou sozinha mais abstrações. Tânato participa das lendas de Sísifo e de Alceste; Lete, em épocas tardias, Iconografia e cultoPoucas divindades da linhagem de Érebo e de Nix foram tema de obras de arte ou objeto de culto formal. Nix, em raras imagens ligadas habitualmente à gigantomaquia, aparecia como uma simples figura feminina. As Hespérides, em geral, eram mostradas como mulheres jovens e belas; as Moiras, como fiandeiras idosas e impassíveis, principalmente em representações As Moiras tinham santuários em Tebas, Esparta e Sicíon, e um templo em Corinto; Nêmesis, um célebre santuário em Ramnunte, na Ática.
| SCHOLIA CONSPECTUS
IMAGINES
|
|
Data da consulta: 12.05.2008 |