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Herod. 5.1-19
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Herondas :: Mimo 5.1-19
 
Data: séc. -III. O trecho apresentado aqui é o início do mimo V, A Ciumenta, que tem um total de 85 versos. A tradução foi efetuada por MCCD, professora de língua e literatura grega da FCLAr-UNESP, que gentilmente autorizou a reprodução de parte de seu artigo.
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A ciumenta

BITINA
Dize-me, Pançudo, essa coisa aí está tão saturada que não mais te satisfaz o mexer de minhas coxas, e ficas dando em cima de Anfitéia, a filha de Mênon?
PANÇUDO
Eu? de Anfitéia? Dizes que tenho visto essa mulher? Todo dia arranjas pretextos, Bitina. Sou um escravo, usa-me como quiseres, mas não sugues meu sangue noite e dia!
Bi. E tens uma língua bem comprida, hein! Cidila, onde anda o Pírrias? Vá chamá-lo.
PÍRRIAS
O que é?
Bi. Desata a corda — mas ainda estás parado? — do balde do poço e amarra esse aí. (a Pançudo) E se, com este castigo, eu não te tornar um exemplo para todo mundo, não mais me consideres mulher. E para um escravo ainda é pouco! Eu sou a causa disso, eu, Pançudo, que te tomei por ser humano. Mas se então eu errei, saberás ainda hoje que Bitina não é imbecil, como pensas! (a Pírrias) Vamos, tu mesmo, despe-lhe a camisa e amarra-o.
Ga. (como suplicante) Não, não, Bitina, eu banho de lágrimas teus joelhos! (...)
[ Herod. 5.1-19 ]

Referência

DEZOTTI, M.C.C. O mimo grego: uma apresentação. Itinerários, Araraquara, n. 6, p. 37-46, 1993.

 
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07.03.1999
Monografia 0136
     
Data da consulta: 16.05.2008
 
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