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D.Prooem. 9.6-7 e 8-9 nexus
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Demóstenes :: Oração 9.6-7 e 8-9
Data: -341. O trecho escolhido refere-se à III Filípica e ilustra o cuidado com que Demóstenes articulava e apresentava seus argumentos a fim de persuadir a audiência. A tradução é da professora Ísis
As manobras de Felipe II
Se, portanto, todos estivéssemos de acordo em que Felipe faz guerra à cidade e transgride o tratado de paz, nada mais seria preciso que o orador dissesse e aconselhasse senão que o repelíssemos do modo mais seguro e mais fácil. Mas, como a atitude de alguns é tão absurda que, enquanto ele toma cidades, ocupa muitas das nossas posições e comete atos de injustiça contra todas as pessoas, toleram eles que alguns digam muitas vezes nas assembléias que são alguns de nós que causam a guerra, é necessário nos precavermos e nos corrigirmos a esse respeito. De fato, é de se temer que um dia alguém, por ter proposto um decreto e aconselhado que nos defendamos, incida na acusação de ter causado a guerra. Se quereis, como ele, afirmar que mantendes a paz, não discordo. Mas se alguém concebe como paz uma situação que permite a ele tomar todas as demais posições e atacar-nos, em primeiro lugar está louco, e, em segundo, fala da paz que lhe é concedida por vós, não da que vos é concedida por ele; ora, é isto o que Felipe compra com todo o dinheiro que está sendo gasto: a guerra que ele vos faz, mas não vós a ele.
[ D.Prooem. 9.6-7 e 8-9 ]
ReferênciaFONSECA, I.B.B. Demóstenes: As Três Filípicas e Oração sobre as Questões da Quersoneso. São Paulo: Martins Fontes, 2001. | SCHOLIA
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Data da consulta: 16.05.2008 |