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Antiph.Fr. 191 nexus
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Antífanes :: Fragmento 191
Data: séc. -IV. Nessa passagem da comédia perdida "Poiese", o poeta Antífanes (
Arte afortunada é a tragédia
... arte afortunada é a tragédia frente às outras todas! Primeiramente o enredo é conhecido pelos espectadores antes mesmo de se dizer qualquer coisa, de modo que só é necessário ao poeta relembrar. Apenas eu diga "Édipo", já tudo o mais sabem: o pai é Laio; a mãe, Jocasta; quem são as filhas e filhos; o que sofrerá e o que fez. Por sua vez pronuncie alguém "Alcmeôn" e as criancinhas já acabaram de contar tudo, que enlouquecido ele matou a mãe, que Adrasto, irritado, num instante entrará em cena, tornará a sair e novamente entrará. E, quando não puderem dizer mais nada e interromperem completamente a ação, [os tragediógrafos] erguem, como que com o dedo mindinho, o deu ex-machina e os espectadores ficam satisfeitos. Nós [comediográfos] não temos esses recursos, mas tudo é preciso invenar: personagens (nomes) novos, acontecimentos, novos enredos, circunstâncias passadas e presentes, a reviravolta e a introdução. Caso omita uma dessas partes um Cremes ou um Fedo, ele é expulso pelas vaias. Mas fazer isso é permitido a Peleu ou Teucro.
[Antiph.Fr. 191 ]
ReferênciaDUARTE, A.S. Aristófanes. Duas comédias: Lisístrata e As Tesmoforiantes. São Paulo: Martins Fontes, 2005. | SCHOLIA
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Data da consulta: 16.05.2008 |