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 Píndaro :: Neméia 6.1-13
Data: -473/-463. Este pequeno trecho, que menciona a descendência comum de deuses e homens a partir de Gaia, foi gentilmente preparado por FBS, professor de Língua e Literatura Grega da FCLAr-UNESP, que acrescentou uma breve introdução e algumas notas especialmente para a página.
Para Alcimida menino egineta pugilista
O texto que apresentamos aqui (1) é a primeira estrofe da Sexta Neméia, composta por ocasião da vitória nos Jogos Nemeus (modalidade de luta para meninos) do garoto Alcimida, nascido em Egina (uma das ilhas mais próximas de Atenas, junto com Salamina), e pertencendo à importante família dos Bassidas, considerada uma das mais antigas.
Referências ao nome do treinador de Alcimida, o famoso Milésias, faz com que os estudiosos datem-na por volta de -460 ou antes. A ode inteira ressalta as vitórias e as derrotas da família, daí, em sua primeira estrofe, Píndaro fazer alusão à diferença entre os mortais e imortais, embora ambos tenham uma origem comum.
Uma só de homens,
uma só raça de deuses: de uma só mãe
respiramos ambos. Se-
para-as, porém, todo o poder
distinguindo-as, de forma que uma é nada,
mas sede sempre inabalável
permanece, brônzeo, o céu. Porém, em todo caso, em algo nos as-
semelhamos, quer pelo grandioso espírito,
quer pela natureza, ao imortais,
embora nem durante um dia
sabedores nem à noite
até que marca
o destino traçou-nos caminhar. (2)
[ Pi.N. 6.1-13 ]
Notae
- Tradução originalmente publicada na revista ALFA, nº 30/31 (1986/87), São Paulo, p. 107-121, com um ensaio em que faço um estudo introdutório à poesia de Píndaro e a esta Sexta Neméia.
- Uma tradução completa e revisada da ode foi publicada posteriormente na página Os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga.
Referência
BRANDÃO DOS SANTOS, F. Píndaro, o poeta dos Jogos. URL: olimpia776.warj.med.br. Consulta: outubro de 2000.
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SCHOLIA
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