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 Hinos homéricos :: a Afrodite 1.18 e a Asclépio
Data: séc. -VII/-VI. A tradução do Hino a Afrodite foi efetuada por FRM, que gentilmente autorizou a reprodução dessa parte de sua Tese de Doutorado no Portal.
A Afrodite
Cantarei a bela Afrodite de coroa de ouro,
Deusa veneranda que se tornou Senhora de todos os adornos de Chipre,
que fica junto ao mar, onde o forte sopro úmido de Zéfiro a levou,
do alto da onda do mar ressonante
entre a branda espuma: as Horas, de diademas de ouro,
a acolheram com alegria e lhe deram vestes imortais,
sobre a cabeça divina elas colocaram uma bela e bem trabalhada
coroa de ouro, nos lóbulos da orelha, brincos
de flores de ouropel e de ouro precioso;
elas ornaram seu tenro colo e sua garganta argêntea
de colares de ouro com os quais elas mesmas,
as Horas com diademas de ouro, ornadas iam,
para o gracioso coro dos deuses na morada de seu pai.
Após ter posto sobre seu corpo todos esses ornamentos,
elas a conduziam até os imortais. Eles a saúdam com alegria
e jogavam seus olhos e mãos sobre ela, cada um deles desejava recebê-la
como legítima esposa e conduzi-la até sua morada,
tanto eles admiravam a forma de Citeréia, coroada de violetas.
[ h.Ven. 1-18 ]
A Asclépio
Vou começar a cantar Asclépio, o curador das doenças,
o filho de Apolo que na planície dotiana
nasceu de Coronis, filha do rei Flégias;
grande alegria para os homens, ele ameniza cruéis aflições.
A ti assim também eu saúdo, meu Senhor, e através desta canção
faço minha prece a ti.
[ h.Aesc. ]
Referência
MARQUETTI, F.R. Da sedução e outros perigos: o mito da deusa mãe. Araraquara: tese de Doutoramento, FCLAr-UNESP, 2001.
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SCHOLIA
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