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LITTERAE
Diálogos dos mortos altera NOMEN
ΝΕΚΡΙΚΟΙ ΔΙΑΛΟΓΟΙ
Dialogi Mortuorum
SIGLA CLASSICA
Luc. DMort.
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Diálogos dos mortos
O diálogo luciânico e, em especial, o dos Mortos, é o exemplo mais acabado do gênero literário conhecido por sátira menipéia, caracterizado pela ousadia, pelos recursos cômicos (especialmente a sátira, a ironia e o ridículo), pelo contraste com os gêneros considerados "sérios" (tragédia, comédia, diálogo platônico, etc.) e pela frontal ruptura com a realidade (Bakhtin). ResumoA obra compõe-se de 30 diálogos curtos em que interagem, além de Hades (Plutão), senhor do mundo subterrâneo, Hermes, o deus que conduz os mortos ao reino de Hades e Caronte, o barqueiro que transporta os mortos através do rio Estige, algumas das figuras mais importantes e famosas da mitologia e da história da Grécia Antiga. Os diálogos giram em torno de Diógenes e de Menipo, dois falecidos filósofos da escola cínica, que constantemente questionam os outros mortos e expõem com corrosiva ironia a inconsistência de suas idéias e atitudes durante a vida. "Menipo não poupa ninguém" (Scheel). Eis uma lista de todos os diálogos (a ordem varia um pouco, conforme o manuscrito e a edição):
Edições e traduçõesDiálogos dos Mortos é um texto sempre presente nas edições completas de Luciano e, dada sua popularidade, quase sempre nas edições parciais. Não tenho conhecimento de edição isolada do texto. A primeira tradução para o português é a de Américo da Costa Ramalho (1989); SelectaReferênciasH.W. Fowler & F.G. Fowler, The Works of Lucian of Samosata, v. 1. Oxford, The Clarendon Press, 1905. Márcio Scheel, Contra a tradição: a contradição. Brasília, Usina de Letras, 2003. Disponível em www.usinadeletras.com.br. Data da consulta: maio de 2004. Mikhail Bakhtin, Problemas da poética de Dostoievski, trad. Paulo Bezerra. Rio de Janeiro, Ed. Forense / Universitária, 2000.
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Data da consulta: 16.05.2008 |