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LITTERAE
Fábulas
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altera
NOMINES
Aesopus Fabularum Scriptor

Babrius Fabularum Scriptor
SIGLA CLASSICA
[Aesop.]
[Babr.]
 
Fábulas
 
ábulas são "histórias fictícias que simulam verdades" (Theon Rhetor, apud Dezotti, o.c.), têm sempre fundo moral ou didático, envolvem freqüentemente deuses e animais falantes e são, muitas vezes, humorísticas.

Os fabulistas

Dos dois mais importantes fabulistas que escreveram em grego, Esopo e Babrius, Esopo é sem dúvida o mais importante, e talvez seja também o mais antigo. Ironicamente, embora as fábulas sejam bem conhecidas, pouco se sabe sobre os fabulistas.

Segundo a tradição, Esopo (gr. Αἴσωπος) era um ex-escravo procedente da Frígia, região que ficava na parte noroeste da Anatólia, e que viveu em meados do século -VI. Todos os dados que temos a seu respeito são incertos e, ironicamente, fabulosos. Na realidade, as historietas em prosa que circulavam na Antigüidade sob seu nome e das quais conhecemos cerca de duzentas e cinqüenta são totalmente anônimas.

De L. Valerius Babrius (gr. Βάβριος) sabemos apenas que era súdito romano e que viveu na Síria na época dos Severos (193/231). Escreveu cerca de cento e vinte fábulas em verso, à imitação de Esopo.

As coletâneas antigas

Embora as fábulas já estivessem presentes em alguns dos mais antigos textos gregos (Ilíada, Odisséia, Os Trabalhos e os Dias), somente nos séculos -V e -IV alcançaram popularidade, notadamente junto aos filósofos e poetas cômicos. Eis alguns exemplos: Platão (Fédon, 259b; Teeteto, 174a); Aristófanes (Paz, 125; Aves, 650; Vespas, 1400). No fim do Período Clássico, foram incorporadas como recurso discursivo pelos oradores.

Apesar da popularidade da fábula, a primeira coletânea, a Coletânea de Discursos Esópicos de Demétrio de Fáleron (c. -354/-283), surgiu apenas no início do Período Helenístico, e não chegou até nós. Todas as coleções que sobreviveram datam do Período Greco-Romano.

Dentre as fábulas atribuídas a Esopo, ditas "esópicas", cerca de duzentas e setenta chegaram até nós. Mais ou menos duzentas e trinta foram reunidas na Antigüidade em forma de coletânea nos séculos IV-V e compõem uma coleção que os eruditos modernos chamam de Augustana; outras quarenta, aproximadamente, provêm de manuscritos diversos.


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DEZOTTI, M.C.C. (coord.). A Tradição da Fábula. Araraquara: FCL-UNESP-Ar, 1991.

( N.b. Texto reeditado e aumentado em 2003: Brasília, Editora UnB, 2003. )
 
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15.07.1998
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Página atualizada em 11.11.2003   •   Data da consulta: 20.08.2008
 
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