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LITTERAE
Poetas bucólicos
apud Theocritum:
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apud Moschum:
u  Bucolica
apud Bionem:
u  Canto Fúnebre para
Adônis
altera
NOMINES
Theocritus Poeta Bucolicus
Moschus Bucolicus
Bion Bucolicus
SIGLA CLASSICA
[Theoc.]
[Mosch.]
[Bion]
 
Poetas bucólicos
 
eócrito, o último grande poeta grego, era contemporâneo de Calímaco (-315/-244) e criou a poesia pastoral. Bíon e Moscos, segundo alguns eruditos, eram apenas imitadores.

Teócrito

Teócrito (gr. Θεόκριτος) foi o maior dos poetas helenísticos. Nasceu por volta de -300 em Siracusa, na Sicília, onde viveu até -275, mais ou menos; seus pais se chamavam Praxágoras e Filira. A julgar por alguns de seus poemas, deve ter conhecido várias regiões da Magna Grécia. Viveu algum tempo na ilha de Cós, onde aparentemente tinha laços familiares. Esteve também no Egito e freqüentou a corte de Ptolomeu II Filadelfo (-308/-246); supõe-se que esteve novamente em Cós algum tempo depois e que compôs suas últimas obras por volta de -265/-260. Nada mais sabemos de sua vida, nem mesmo o local e a data exata de sua morte.

Os poemas de Teócrito são conhecidos coletivamente por idílios (do gr. εἰδύλλιον, "pequeno poema") devido à sua pequena extensão — de 100 a 200 versos, às vezes menos. Chegaram até nós cerca de trinta idílios, alguns epigramas e um poema figurado, A Flauta (Syrinx). A autoria de muitos idílios, de vários epigramas e de A Flauta é ainda disputada. Os idílios podem ser reunidos em três grupos: idílios pastorais ou bucólicos (do gr. βούκολος, "boieiro"); mimos dramáticos e líricos; e pequenos poemas em versos épicos (gr. ἐπύλλια, sg. ἐπύλλιον).

  1. Poemas bucólicos
  2. Mimos
  3. Contos épicos

Os diálogos de seus poemas, em especial os dos mimos, foram inspirados pela obra de um compatriota mais antigo, o siracusano Sófron; os contos épicos, pela epopéia; mas a poesia pastoral, modelo e origem de todo um gênero literário, o Arcadismo, é criação de Teócrito.

Os versos de Teócrito mostram preocupação com a forma, mas sem a pedante erudição alexandrina. O vocabulário é simples, as numerosas comparações e os diálogos são curtos e naturais; nos idílios bucólicos, inclusive, está presente o dialeto dórico, utilizado pelos pastores sicilianos.

A erudição está também ausente dos epýllia: os heróis são retratados mais próximos dos homens que dos deuses e mostrados freqüentemente em cenas comuns do dia-a-dia. Nos mimos, o realismo e as cenas corriqueiras da vida humana aparecem com toda a nitidez.

Moscos e Bíon

Moscos de Siracusa (gr. Μόσχος, fl. -150) era filólogo, segundo a tradição, e foi discípulo de Aristarco de Samotrácia, bibliotecário da Biblioteca de Alexandria. De sua obra temos três fragmentos pastorais (Bucolica), três epýllia (Eros Fugitivo, Mégara, Europa) e um epigrama. Seu estilo, embora simples, prima pelas cenas descritivas e pelo lirismo.

  1. Poemas bucólicos

Bíon de Esmirna (gr. Βίων) viveu uma ou duas gerações depois de Moscos, no final do século -II; nada se sabe a seu respeito. Restam-nos curtos fragmentos com diálogos entre pastores e o Canto Fúnebre em Honra de Adônis, que a maioria dos estudiosos considera imitação da parte final de um dos mimos de Teócrito, As Mulheres na Festa de Adônis.

  1. Canto fúnebre para Adônis
A poesia pastoral

Teócrito deu forma literária aos cantos rústicos e às disputas musicais populares entre os camponeses da Magna Grécia que conheceu. Nos idílios bucólicos retrata com delicadeza, realismo e viva sensibilidade as cenas campestres; os versos falam de pastores, competições de canto bucólico, amores não correspondidos e descrevem as belezas da natureza. O deus e outros mitos pastorais são também freqüentemente mencionados.

Imitaram Teócrito, além de Moscos e de Bíon, o poeta romano Virgílio (-70/-19) e os árcades renascentistas e modernos, como por exemplo o italiano Sannazaro (1455/1530), o alemão Gessner (1730/1788), o português Bocage (1765/1805) e o brasileiro Tomás Antônio Gonzaga (1744/1819). É bom destacar, no entanto, que as cenas pastorais fortemente idealizadas descritas pelos poetas posteriores a Teócrito não têm nada do naturalismo e do realismo do poeta grego.


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15.11.2001
Monografia 0404
     
Data da consulta: 16.05.2008
 
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