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LITTERAE
Mimos de Herondas altera TITVLVS
SIGLA CLASSICA
[Herod.]
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 Os mimos de Herondas
ito mimos (gr. ΜΙΜΙΑΜΒΟΙ) em versos iâmbicos e dialeto iônico, apresentando episódios pitorescos do dia-a-dia de uma cidade, chegaram até nós. Seis estão praticamente completos e de dois outros (VII e VIII) temos a maior parte. Os dois últimos estão bastante fragmentários.
Resumo
I. A Alcoviteira
Uma alcoviteira propõe uma aventura amorosa a uma jovem esposa cujo marido está em viagem há longo tempo. A proposta é rechaçada.
II. O Comerciante de Moças
No tribunal, um dono de bordel usa de linguagem bastante colorida para protestar contra os abusos e "danos" produzidos por um rico cliente em uma de suas pensionistas.
III. O Professor
A mãe de um garoto que cabula aulas para se divertir leva-o ao professor e pede que lhe dê severa punição. O menino suplica por um castigo leve, mas o mestre o espanca com uma cauda de boi.
IV. As Mulheres no Templo de Asclépio
Duas mulheres dirigem-se ao templo de Asclépio para um sacrifício e admiram as belas obras de arte deixadas pelos fiéis. Uma delas, que afeta ares de conhecedora, dá explicações...
V. A Ciumenta
Uma mulher de meia-idade quer enviar um de seus escravos com o qual tem íntimo relacionamento a uma "casa de correção de escravos", ao suspeitar que ele a traiu com outra mulher. As súplicas de uma serva, porém, a demovem.
VI. As Amigas
Uma mulher, que viu na casa de uma amiga um falo de couro que lhe fora emprestado, procura a proprietária para se informar a respeito do fabricante. Esta, a princípio contrariada porque o objeto não estava com a pessoa a quem ela o emprestara, finalmente cede e dá a informação.
VII. O Sapateiro
Duas amigas discutem, na loja de um sapateiro de luxo, o preço do par escolhido.
VIII. O Sonho
Ao amanhecer, o dono de uma fazenda ou granja dá ordens a seus servos. Segue-se o relato de um sonho e sua interpretação.
Papiros, edições e traduções
A mais importante fonte dos mimos de Herondas é um papiro do Museu Britânico de Londres, o I35, decifrado em 1891 por Kenyon.
A edição princeps é a de Kenyon (1891). Das edições modernas, as mais acessíveis são as de Cunningham (1971, Oxford; 1987, Teubner), a de Knox (1973) e a de Nairn (1960), utilizada aqui.
A primeira tradução de Herondas para o português é a publicada por M.C.C. Dezotti em 1993, no periódico Itinerários.
Passagem selecionada
- Mimo V: A ciumenta
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