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LITTERAE
Os outros oradores apud Aeschinem: Contra Timarco Contra Ctesifonteapud Hyperidem: Oração fúnebreapud Lycurgum: Contra Leócratesapud Dinarchum: Contra Demóstenesaltera NOMINES
Αἰσχίνες
Aeschines Orator
Ὑπερείδης
Hyperides Orator
Λυκοῦργος
Lycurgus Orator
Δείναρχος
Dinarchus Orator
SIGLA CLASSICA
[Aeschin.]
[Hyp.]
[Lycurg.]
[Din.]
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 Os outros oradores
squines (-389/-314), Hipérides (-390/-322), Licurgo (-390/-324) e Dinarco (-360/-290) são os últimos integrantes da lista canônica dos oradores áticos.
Ésquines
Ésquines (gr. Αἰσχίνες) pertencia a uma família empobrecida pela Guerra do Peloponeso e nasceu em Atenas, por volta de -389. Não estudou retórica, nem escreveu discursos; sua carreira de orador parece ter sido secundária às suas atividades políticas. Antes disso foi soldado e também ator.
Em -348, embaixador na Arcádia, opôs-se ao expansionismo de Felipe II da Macedônia, mas depois deixou de hostilizá-lo, advongando a conciliação. Participou, juntamente com Demóstenes (-384/-322), de uma embaixada enviada a Felipe II em -346 para negociar a paz. A missão falhou, e daí em diante os dois homens tornaram-se rivais e inimigos. Nesse mesmo ano, Ésquines foi acusado de traição por Timarco, aliado de Demóstenes, mas reagiu e ganhou a causa. Demóstenes atacou-o diretamente em -343, mas também não teve sucesso.
Ésquines representou Atenas no encontro da Anfictionia Délfica em -339, quando provocou a disputa que culminou na quarta "Guerra Sagrada", da qual o único vencedor foi Felipe II. Processou Ctesifonte em -330, pois ele propusera ilegalmente uma coroa para Demóstenes, em reconhecimento de seus serviços à pólis. Perdeu a causa, exilou-se e passou seus últimos anos em Rodes, ensinando retórica. Consta que morreu aos setenta e cinco anos, por volta de -314.
Três de seus discursos, que refletem a disputa com Demóstenes, chegaram até nós: Contra Timarco (-346), Da Embaixada (-343) e Contra Ctesifonte (-330). Tinha boa voz e boa presença, exprimia-se em linguagem simples e clara, mas às vezes cometia alguns exageros. Embora hábil orador, os estudiosos consideram-no em geral inferior a Demóstenes.
Hipérides
Hipérides (gr. Ὑπερείδης) nasceu por volta de -390 e estudou com Isócrates e Platão. Trabalhou como logógrafo até -362, quando começou a participar de casos públicos como acusador. Trabalhou contra Felipe II e Alexandre III, juntamente com Demóstenes, até o caso Hárpalo (-324), quando então acusou o próprio Demóstenes. Organizou a resistência dos atenienses contra Antípatro (-397/-319), sucessor de Alexandre, mas o macedônio venceu a Guerra Lamiana (-323/-322) e mandou executá-lo pouco depois.
A despeito de seu empenho nos assuntos públicos, era um bon vivant consumado. Sua habilidade retórica era apenas inferior à de Demóstenes; escrevia em linguagem simples e direta, com humor e inteligência, sem recorrer a injúrias pessoais. Infelizmente, sobreviveu apenas um discurso completo, Em Defesa de Euxenipo, e fragmentos extensos de outros cinco, dos quais os mais importantes são o Contra Demóstenes e a Oração Fúnebre, homenagem aos soldados mortos na Guerra Lamiana.
Licurgo
De origem nobre, Licurgo (gr. Λυκοῦργος) viveu entre -390 e -324, aproximadamente, e também estudou com Isócrates e com Platão. Apoiou a política anti-macedônica de Demóstenes e, após a batalha de Queronéia (-338), foi encarregado de restabelecer as finanças da cidade. Durante sua gestão, que durou doze anos (até -327), a arrecadação dobrou. Deve-se a ele o fortalecimento da esquadra, melhorias no porto, diversos edifícios públicos, a construção do Teatro de Dioniso em pedra, as estátuas dos três grandes trágicos erigidas ali e a conservação de cópias escritas "oficiais" das tragédias de Ésquilo, Sófocles e Eurípides.
Como político, tinha reputação de firmeza, honestidade e severidade; suas habilidades de orador, no entanto, eram apenas medianas. Seus discursos eram elaborados, um pouco exagerados e um tanto tediosos. Apenas um deles, Contra Leocrates, chegou até nós.
Dinarco
Dinarco (gr. Δείναρχος), meteco nascido em Corinto por volta de -360, mudou-se para Atenas afim de estudar com o filósofo Teofrasto (-371/-287). Seu trabalho junto aos acusadores do caso Hárpalo (-324) tornou-o famoso e propiciou-lhe, de -322 em diante, uma brilhante carreira de logógrafo. Em -307, já rico, retirou-se para Cálcis, mas retornou a Atenas em -292 e faleceu pouco depois, em -290.
Três de suas orações sobreviveram, todas elas relacionadas com o caso Hárpalo: Contra Demóstenes, Contra Aristogiton, Contra Filocles. Críticos antigos e modernos consideram-no medíocre, "uma imitação pobre de Demóstenes" (Gagarin) e exemplo acabado da decadência da oratória ática.
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