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LITTERAE
Oradores antigos apud Antiphonem: Sobre a morte de Herodesapud Andocidem: Sobre os Mistériosapud Isaeum: Sobre a herança de Círonaltera
NOMINES
Ἀντιφῶν
Antiphon Orator
Ἀνδοκίδης
Andocides Orator
Ἰσαῖος
Isaeus Orator
SIGLA CLASSICA
[Antipho.Orat.]
[And.]
[Is.]
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 Os oradores antigos
ntífon, Andócides e Iseu, os mais antigos oradores da Grécia, desenvolveram suas atividades entre -430 e -360, mais ou menos, entre o início da Guerra do Peloponeso e os primeiros sucessos militares e diplomáticos de Filipe II da Macedônia.
Antífon, -480/-411
Antífon (gr. Ἀντιφῶν) nasceu de família aristocrática em Ramnunte, Ática, por volta de -480; seu pai se chamava Sófilos. Foi mestre de eloqüência e logógrafo durante as últimas décadas do século -V e, em -411, apoiou decididamente o efêmero golpe oligárquico dos Quatrocentos. Logo após a restauração democrática foi acusado de traição, condenado à morte e executado nesse mesmo ano. Alguns eruditos acreditam que Antífon, o orador, e Antífon, o sofista, eram uma só pessoa; até o momento a questão continua controvertida.
Seis de seus discursos forenses, compostos entre -430 e -411, chegaram até nós. Três, efetivamente, foram apresentados durante processos de homicídio, o que sugere que Antífon era uma espécie de especialista na área criminal: Sobre a Morte de Herodes; Sobre o Coreuta; Acusação de Envenenamento Contra uma Madrasta. Os demais, conhecidos coletivamente por Tetralogias, são três grupos de quatro discursos escritos para fins didáticos. Cada grupo contém "modelos" de acusação, de defesa, de uma réplica da acusação e de uma réplica da defesa.
O estilo de Antífon era apurado e um tanto rebuscado, mas altamente eloqüente; ele recorria em geral a antíteses para dar relevo às idéias e argumentos. Segundo Tucídides (Th. 8.68) o discurso pronunciado por ele em -411, em sua própria defesa, foi o mais brilhante jamais apresentado diante da Assembléia. Não bastou, no entanto, para salvar-lhe a vida.
Andócides, -440/c. -390
Andócides (gr. Ἀνδοκίδης) nasceu cerca de -440 em uma antiga família ateniense. Esteve em evidência a partir de -415, quando se envolveu no famoso escândalo da Mutilação dos Hermes, ocorrido pouco antes da fracassada expedição ateniense à Sicília. Preso, forneceu informações sobre os demais implicados e acabou sendo libertado, mas teve de deixar Atenas.
Em -411 e -408 tentou retornar à cidade, mas só pôde fazê-lo em -403, graças à anistia geral. Em -399 foi acusado de impiedade, mas conseguiu ser absolvido graças ao discurso que proferiu em sua defesa. Continuou em Atenas pelo menos até -391, quando discursou a favor do tratado de paz que estava sendo negociado com Esparta. Nada se sabe dele depois dessa data.
Os discursos que chegaram até nós foram pronunciados por ele mesmo em seu próprio interesse e defesa: Sobre o Retorno (-408), Sobre os Mistérios (-399) e Sobre a Paz (-391). O Contra Alcibíades, que seria anterior a -415, é quase certamente apócrifo.
Andócides era um mercador bem sucedido e não um orador profissional; seu estilo é simples, sóbrio, vivaz e desprovido dos recursos retóricos habituais. Os textos que nos deixou são os mais antigos exemplos de oratória política da Literatura Grega.
Iseu, -415/-340
Segundo a tradição, Iseu (gr. Ἰσαῖος) nasceu mais ou menos em -415 em Cálcis, na Eubéia; consta que estudou com Isócrates e foi professor de Demóstenes. Tornou-se logógrafo e, aparentemente, se especializou em questões privadas relativas a heranças. Morreu por volta de -340.
Chegaram até nós onze discursos escritos entre -390 e -344, aproximadamente, e todos tratam de direitos de herança. Seu estilo, vigoroso e elaborado, não escondia a nitidez dos argumentos, que nunca se afastavam do objetivo. Independentemente do valor retórico, os discursos mostram que Iseu conhecia muito bem a lei ateniense e possuía a habilidade e o talento de um grande advogado.
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