
navigatio
LITTERAE
Os cavaleiros altera TITVLVS
ΙΠΠΗΣ
Equites
SIGLA CLASSICA
[Ar.Eq.]
|
Os cavaleiros
A peça se passa nos primeiros anos da Guerra do Peloponeso e é uma pintura relativamente realista da política e dos políticos atenienses desses anos conturbados, especialmente os demagogos. Infelizmente, para a compreensão de muitos diálogos e de diversas cenas, é preciso conhecer os principais acontecimentos históricos com um certo detalhe. HipóteseDois escravos do Povo, juntamente com os Cavaleiros (coro), conspiram para derrubar o escravo Paflagônio, intendente do Povo, que governa a casa através de mentiras e bajulações. Descobrem, na ágora da cidade, um salsicheiro com mais recursos que o Paflagônio e o ajudam a conquistar as graças do Povo. O Paflagônio é a personificação do demagogo Cleon, que na época desta comédia era o mais proeminente político populista de Atenas. Na parábase, o poeta apresenta as razões de não ter anteriormente apresentado suas comédias em seu próprio nome e traça um verdadeiro "perfil psicológico" da audiência ateniense. Dramatis personae
PRIMEIRO ESCRAVO
Servidor do Povo.
SEGUNDO ESCRAVO
Servidor do Povo.
PAFAGLÔNIO
Outro escravo do Povo, intendente da casa.
AGORÁCRITO
Um salsicheiro.
CORO
Os cavaleiros.
POVO
Dono da casa e dos três escravos (Primeiro, Segundo e Pafaglônio).
Mise en ScèneO cenário representava uma esquina do mercado (ágora), perto da casa de Povo. ResumoEm andamento... Manuscritos, edições e traduçõesOs manuscritos que contêm essa comédia são o Ravennas 137, 4 A, do fim do século A aldina, de 1498, é a edição princeps. Dentre as edições modernas, devem ser mencionadas as de Bekker (1829), Dindorf (1867), Dunbar (1883), Hall e Geldart (1907), utilizada aqui, Coulon (1923) e, mais recentemente, as de Cantarella (1953), Sommerstein (1981) e Henderson (1998). A primeira tradução completa para o português é a de Maria de Fátima Sousa e Silva (Coimbra, 1991; Brasília, 2000). Selecta
| SCHOLIA
|
|
Data da consulta: 11.10.2008 |