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LITTERAE
Medéia altera TITVLVS
ΜΗΔΕΙΑ
Medea
SIGLA CLASSICA
E. Med.
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Medéia
HipóteseNesta tragédia Eurípides nos transmitiu um dos mais interessantes e mais emocionantes retratos das forças antagônicas que governam a alma humana. Medéia, a personagem principal, luta com todas as forças e todas as armas contra as adversidades que a acometem. Jasão e Medéia, expulsos de Iolco após a morte de Pélias, vivem agora em Corinto com seus dois filhos. O rei de Corinto, Creonte, convence Jasão a abandonar Medéia e se casar com sua filha; para tanto, expulsa Medéia e os dois filhos da cidade. Egeu, rei de Atenas, concede asilo a Medéia, mas a feiticeira decide se vingar de Jasão. Primeiro, através de um ardil, mata Creonte e a filha dele; a seguir, mata os próprios filhos e foge, finalmente, em um carro alado cedido pelo deus Hélio, seu avô. Dramatis personae
AMA
Serva de Medéia.
PEDAGOGO
Servo que cuida dos filhos de Jasão e Medéia.
MEDÉIA
Filha de Eetes, rei da Cólquida, esposa de Jasão.
CORO
Mulheres de Corinto.
CREONTE
Rei de Corinto.
JASÃO
Filho de Éson, antigo rei de Iolco, marido de Medéia.
EGEU
Rei de Atenas, pai do herói Teseu.
MENSAGEIRO
Personagens mudos: dois filhos de Jasão e Medéia. Mise en scèneA cena se passa em Corinto, diante da casa de Medéia. O cenário representava, certamente, a porta da casa; a cena final, com a carruagem de Hélio, deve ter sido representada no teto da skene. O protagonista fazia o papel de Medéia; o deuteragonista, o da Ama e o de Jasão; e o tritagonista, o do Pedagogo, o de Egeu e o do Servidor. O papel de Creonte pode ter sido representado pelo deuteragonista ou pelo tritagonista. Resumo
A tragédia contém 1419 versos, distribuídos ao longo de mais ou menos 40 páginas da edição de Page (1985), que acompanha a tradução de JAA Torrano (1991) e serviu de base para este resumo.
A Ama conta que Jasão traiu Medéia e seus filhos, tendo se casado com a filha de Creonte, rei de Corinto, e que Medéia está deprimida, encolarizada e revoltada com a situação. O Pedagogo chega com as crianças e diz ter ouvido que Creonte planeja exilar Medéia e seus filhos. A Ama se preocupa por causa do terrível temperamento de sua senhora, cujos lamentos se tornam audíveis (Prólogo,
O Coro pede que a Ama traga Medéia antes que ela pratique algum mal (Párodo, Jasão tenta apaziguar Medéia e lhe diz que ela e os filhos foram exilados por causa de seus insultos à casa real. Medéia, furiosa, Egeu, rei de Atenas, de passagem por Corinto, encontra Medéia e aceita receber os exilados em Atenas. Assim garantida, Medéia maquina a morte da noiva de Jasão e de seus próprios filhos. (3º Episódio, O Mensageiro conta que a princesa e o rei estão mortos, graças ao veneno que impregnava os presentes enviados. Medéia anuncia a morte próxima dos filhos e entra no palácio (5º Episódio, Manuscritos, edições e traduçõesAs fontes mais importantes da Medéia são os manuscritos Parisinus 2713 e Parisinus 2712, dos séculos XII e XIII, respectivamente, ambos da Biblioteca Nacional de Paris; o Vaticanus 909, do século III, da Biblioteca do Vaticano; e o Laurentianus xxxii 2, do século XIV, da Biblioteca Laurenciana de Florença. A editio princeps é a de Janus Lascaris, publicada em Florença em 1496. As edições mais recentes e mais utilizadas atualmente são a de Méridier (1961), a de Page (1985) e a de Kovacs (1998). Aqui, foi utilizado o texto grego de Page (1985), que acompanha a edição de Torrano (1991). A primeira tradução para o português, inédita, foi realizada por Cândido Lusitano SelectaReferênciaJAA Torrano, Eurípides / Medéia. São Paulo: HUCITEC, 1991.
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Página atualizada em 13.05.2007 Data da consulta: 14.05.2008 |