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LITTERAE
Ifigênia em Áulis altera TITVLVS
ΙΦΙΓΕΝΕΙΑ Η ΕΝ
Iphigenia Aulidensis
ΑΥΛΙΔΙ SIGLA CLASSICA
[E. IA.]
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Ifigênia em Áulis
Eurípides havia morrido alguns meses antes e "Eurípides o Jovem", filho (ou sobrinho) do poeta, foi o responsável pela apresentação da trilogia. Os últimos versos da tragédia HipóteseA tragédia se baseia em um dos episódios do Ciclo Troiano. Agamêmnon, rei de Micenas (ou Argos), comandante das forças gregas que se preparam para atacar Tróia, é compelido a sacrificar sua filha Ifigênia para que a deusa Ártemis cesse a longa calmaria que impede o embarque dos gregos. A inesperada chegada de Clitemnestra em companhia da filha e a intervenção de Aquiles, alheio à trama, complicam seus planos. Dramatis personae
AGAMÊMNON
Rei de Micenas (Argos), comandante das forças gregas; marido de Clitemnestra, pai de Ifigênia.
VELHO
Antigo servidor de Agamêmnon e Clitemnestra.
CORO
Jovens mulheres casadas da cidade de Cálcis, na Eubéia.
MENELAU
Rei de Esparta, irmão de Agamêmnon, tio de Ifigênia;
marido de Helena, irmã de Clitemnestra, causa imediata da Guerra
de Tróia.
CLITEMNESTRA
Esposa de Agamêmnon, mãe de Ifigênia e irmã de Helena.
IFIGÊNIA
Filha mais velha de Agamêmnon e de Clitemnestra.
AQUILES
Chefe dos mirmidões, e o mais poderoso dentre os
guerreiros gregos.
E mais dois mensageiros, servos e um boneco, que representou o bebê Orestes. Esta é uma das poucas peças em que Eurípides não recorreu ao recurso do deus ex machina: Ártemis, principal personagem divino da tragédia, é apenas mencionada. Há evidências, porém, de que o êxodo original de Eurípides ou de Eurípides junior, hoje perdido, pode ter contado com a voz da deusa Atena em cena, Mise en scèneA cena se passa no acampamento das forças gregas estacionadas em Áulis, cidade da Beócia que faz frente à Eubéia, na época da Guerra de Tróia. O protagonista fazia Agamêmenon e Aquiles; o deuteragonista, Menelau e Clitemnestra; o tritagonista, o velho, Ifigênia e os mensageiros. ResumoA tragédia contém 1629 versos e ocupa cerca de 68 páginas da edição de Jouan (1983), na qual se baseia este resumo. Agitado, Agamêmnon convoca um velho servidor, relembra os antecedentes da Guerra de Tróia e revela que Ártemis impede os ventos de soprarem para que o exército grego não embarque. Um oráculo havia ordenado que sacrificasse sua filha mais velha, Ifigênia, para aplacar a deusa, e assim ele avisara Clitemnestra, sua esposa, para enviar a filha até Áulis sob o falso pretexto de O coro descreve o acampamento, os guerreiros e os navios de cada contigente grego, e as
atividades de alguns deles enquanto esperam o embarque (Párodo, Menelau surpreende o velho, toma-lhe as tabuinhas com a mensagem de Agamêmnon e lê; os dois irmãos discutem e O coro canta as conseqüências funestas do amor, as obrigações de homens e mulheres, e relembra o encontro entre Páris e Helena e suas conseqüências (1º Estásimo, Clitemnestra, Ifigênia e Orestes chegam; Agamêmenon os recebe e procura enganar a esposa e a filha. A pedido de Clitemnestra, descreve a genealogia e os méritos de Aquiles e por fim pede, sem sucesso, que a esposa retorne a Argos (2º Episódio, Aquiles e Clitemnestra se encontram e descobrem que não são futuro genro e futura sogra; o velho servidor aparece e revela o que na realidade está acontecendo. Clitemnestra implora a ajuda de Aquiles que, furioso com o uso indevido de seu nome, promete Clitemnestra e Ifigênia confrontam Agamêmnon e suas mentiras; Ifigênia tenta demover o pai, sem sucesso, e Um mensageiro relata a Clitemnestra os preparativos para o sacrifício e a misteriosa substituição de Ifigênia por uma corça quando ia ser degolada. Agamêmnon confirma o ocorrido e Manuscritos, edições e traduçõesAs fontes mais importantes da Ifigênia em Áulis são os manuscritos Laurentianus xxxii 2 (séc. XIV), da Biblioteca Laurenciana de Florença, e o Palatinus Vaticanus gr. 287 (séc. XIV), da Biblioteca do Vaticano. A editio princeps é a aldina, de 1503. Edições modernas: Dindorf (1869), Weil (1879), Headlam (1889), Nauck (1871), England (1891) e Murray (1909). As mais recentes e mais importantes, no entanto, são as de Jouan (1983), Günther (1988), Stockert (1992), Diggle (1994) e Kovacs (2003), atualizadas e minuciosas. Aqui, foi utilizada a edição de Jouan (o.c.). Notações musicais referentes a uma pequena parte de um dos cantos corais foram recuperadas a partir do Papiro 510 da Biblioteca de Leyde, Holanda (c. As primeiras traduções para o português foram a de Cândido Lusitano SelectaReferênciasF. Jouan, Euripide. Iphigénie a Aulis. Paris: Les Belles Lettres, 1983. Wilson A. Ribeiro Jr., Iphigenia Aulidensis de Eurípides: introdução, tradução e notas. São Paulo: Dissertação de mestrado em Letras Clássicas, FFLCH-USP, 2005.
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Página atualizada em 03.04.2006 Data da consulta: 09.05.2008 |