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LITTERAE
A "Electra" de Sófocles altera TITVLVS
ΗΛΕΚΤΡΑ
Electra
SIGLA CLASSICA
S. El.
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A "Electra" de Sófocles
É provável que a tragédia tenha sido apresentada nas Dionísias Urbanas; mas nada se sabe das demais peças apresentadas no mesmo concurso, ou a premiação obtida. HipóteseEsta Electra é a versão sofocliana da vingança dos filhos de Agamêmnon, Orestes e Electra, pelo assassinato de seu pai. Orestes, afastado de Argos durante anos, retorna para vingar a morte de Agamêmnon, seu pai. Depois de encontrar a irmã, Electra, consegue entrar no palácio e matar Egisto e Clitemnestra. Ésquilo abordou o mesmo tema em sua tragédia As Coéforas mas, diferentemente de Sófocles, o enfoque principal é o conflito de Orestes diante da necessidade da vingança imposta pelos deuses (Apolo, nomeadamente). Assim como Eurípides o faria alguns anos depois, Sófocles dá o destaque maior ao personagem de Electra, irmã de Orestes. Dramatis personae
PEDAGOGO
Antigo servo de Agamêmnon, preceptor de Orestes.
ORESTES
Filho de Agamêmnon e de Clitemnestra, irmão de Electra e Crisótemis.
ELECTRA
Filha de Agamêmnon e de Clitemnestra, irmã de Orestes e Crisótemis.
CORO
Jovens mulheres de Micenas.
CRISÓTEMIS
Filha de Agamêmnon e de Clitemnestra, irmã de Electra e de Orestes.
CLITEMNESTRA
Viúva de Agamêmnon; mãe de Ifigênia, Electra, Crisótemis e Orestes; amante de Egisto.
EGISTO
Rei de Micenas, amante de Clitemnestra.
Personagem mudo: Pílades, primo e fiel amigo de Orestes. Mise en ScèneA cena se passa na acrópole de Micenas, diante do palácio; Micenas fica na Argólida, na região ocidental do Peloponeso. O cenário, muito simples, mostrava ao fundo a entrada do palácio dos Átridas e, no meio da orquestra, um altar. O protagonista fazia o papel de Electra; o deuteragonista, os de Orestes e Clitemnestra; o tritagonista, o de preceptor, Crisótemis e Egisto. Resumo da tragédiaA tragédia contém 1510 versos que se distribuem em 56 páginas da edição de Dain (1958), na qual se baseia este resumo. Orestes e seu preceptor chegam a Micenas. Orestes revela o oráculo que recebeu de Apolo, manda o preceptor ao palácio dar a falsa notícia de sua morte e diz que vai ao túmulo do pai depositar uma mecha de cabelos. Electra aparece, lamenta a morte do pai e pede aos deuses a volta do irmão (Prólogo, Electra relata a situação em que vive e os maus tratos de Clitemnestra devido às lamentações pelo pai morto. Chega Crisótemis, sua irmã, submissa à mãe e a Egisto, a caminho do túmulo do pai, onde deverá fazer libações a mando de Clitemnestra, preocupada com um sonho. Electra convence Crisótemis a substituir as oferendas da mãe por mechas de cabelos das duas, e a fazer uma prece ao pai morto para que Orestes venha vingá-lo (1º Episódio, Clitemnestra e Electra discutem: a mãe apresenta as razões que a levaram a matar o marido, Agamêmnon. Depois, Clitemnestra oferece um sacrifício a Apolo, para que ele a defenda das previsões de seu sonho. O preceptor aparece, informa Clitemnestra que Orestes está morto e descreve longamente sua morte. Electra e o coro Crisótemis volta e relata à irmã ter encontrado flores no túmulo do pai e uma mecha de cabelos, que só pode pertencer a Orestes. Electra não acredita, e discute com Crisótemis: ela planeja matar Egisto, com a ajuda da irmã. Crisótemis Orestes e Pílades aparecem, e Orestes informa Electra que está trazendo uma urna com as cinzas de Orestes; Electra Electra e o coro escutam os gritos de Clitemnestra. Orestes aparece, em companhia de Pílades, e relata e morte da mãe. Egisto chega, alegre com a notícia da morte de Orestes. Orestes, Pílades e Egisto entram, e Manuscritos, edições e traduçõesAs fontes mais importantes das tragédias de Sófocles são o manuscrito Mediceus (Laurentianus xxxii 9) da Biblioteca Laurenciana de Florença, datado aproximadamente do ano 1000, e o Parisinus 2712 (séc. XIII), da Biblioteca Nacional de Paris. A editio princeps é a aldina, de 1502. Principais edições modernas: Brunck (1786), Musgrave (1800), Elmsleys (1858), Dindorf (1869), Jebb (1894), Pearson (1924) e Dain (1958) são as essenciais; a de Em português, a mais antiga tradução é de 1555: "Tragédia da Vingança del Rey Agamenon. Agora novamente tirada do grego em lingoagem trouada por Anrrique Ayres Victoria, cujo argumento he de Sophocles poeta grego. Agora segunda vez impressa e emendada e anhadida pelo mesmo auctor". Bem mais recentes são a de Jaime Bruna (1960) e a de Maria do Céu Zambujo Fialho (1990); Kury, em 1965, preparou uma tradução para representação teatral. SelectaReferênciaA. Dain & P. Mazon, 'Électre', in _________, Sophocle, v. 2. Paris: Les Belles Lettres, p.
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Data da consulta: 13.05.2008 |