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Píticas
altera
TITVLVS
ΠΥΘΙΟΝΙΚΩΝ
Pythia
SIGLA CLASSICA
[Pi. P.]
 
As Píticas
livro das ΠΥΘΙΟΝΙΚΩΝOdes Píticas contém 12 odes triunfais organizadas em ordem não cronológica e, com exceção da II, foram dedicadas a vitórias obtidas nos Jogos Píticos. Esse festival, celebrado em Delfos em honra ao deus Apolo, ocorria a cada quatro anos no terceiro ano após as Olimpíadas.

Lista
  1. Para Hieron de Etna, vencedor da corrida de carros (-470) • 195 versos
  2. Para Hieron, vencedor da corrida de carros (c. -475) • 176 versos
  3. Para Hieron de Siracusa (-474) • 205 versos
  4. Para Arquesilau de Cirene, vencedor da corrida de carros (-462) • 533 versos
  5. Para Arquesilau de Cirene, vencedor da corrida de carros (-462) • 167 versos
  6. Para Xenócrates de Acragás, vencedor da corrida de carros (-490) • 55 versos
  7. Para Mégacles de Atenas, vencedor da corrida de carros (-486) • 23 versos
  8. Para Aristomenes de Egina, lutador (-446) • 145 versos
  9. Para Telesícrates de Cirene, vencedor da corrida de hoplitas (-474) • 220 versos
  10. Para Hipocléas, tessaliano, vencedor da corrida dupla para meninos (-498) • 111 versos
  11. Para Trasídeos, tebano, vencedor do estádio para meninos (-474) • 96 versos
  12. Para Midas de Acragás, vencedor do concurso de auletas (-490) • 56 versos

Todos os poemas seguem, de forma geral, a estrutura básica da ode pindárica. A data de quase todos está razoavelmente estabelecida.

Os argumentos míticos

A I Pítica contém um magnífico elogio à música, além de menções a Zeus, a Tífon e sua relação com as erupções do Etna, perto do qual Hieron de Siracusa (c. -478/-467) fundou uma cidade por volta de -476. No panegírico, ele é comparado ao herói Filoctetes. A II Pítica fala sobre o dever do reconhecimento de benefícios recebidos, e cita os exemplos de Íxion e de Radamante.

A III Pítica, na verdade, não é bem uma ode triunfal, pois se refere a vitórias antigas e menciona a doença que está minando a saúde de Hieron; o mito, naturalmente, é o de Asclépio e do centauro Quíron. A IV Pítica é a mais longa das odes pindárias, e conta o mito de Jasão e dos Argonautas. A V Pítica fala do deus Apolo e seus atributos.

A curta VI Pítica, dedicada a um amigo pessoal de Píndaro, menciona Antíloco, guerreiro grego que lutou em Tróia, um dos mais marcantes exemplos de dedicação filial da literatura grega. A VII Pítica é mais curta ainda e faz um elogio à ilustre família ateniense dos Alcmeônidas, sem citar nenhum mito.

A VIII Pítica recomenda humildade ao jovem e bem sucedido vencedor, citando os exemplos do gigante Porfírion, vencido por Apolo, e de Tífon, vencido por Zeus. A IX Pítica conta a lenda de Aristeu, o herói fundador de Cirene (norte da África), nascido do amor entre Apolo e a ninfa Cirene. A X Pítica, a mais antiga ode pindárica conhecida, menciona o mito de Perseu; a XI Pítica fala do mito de Orestes.

A XII Pítica, finalmente, é a única a elogiar um músico, e não um atleta; menciona o mito de Perseu e a invenção do aulos pela deusa Atena.

Manuscritos, edições, traduções

As Píticas não chegaram até nós através de um único manuscrito. Os mais importantes são o Vaticanus graecus 1312 (séc. XII), da Biblioteca do Vaticano, e dois Parisinus graecus da Biblioteca Nacional de Paris, o 2774 (séc. XII-XIV) e o 2403 (séc. XIII).

A edição princeps é a aldina, publicada em 1513. As edições mais recentes são as de Boeckh (1811-1821), Tycho-Mommsen (1864) e Bergk (1878-1882). As mais atualizadas são as de Puech (1922), utilizada aqui, e de Snell-Maehler (1997, 5ª ed.); a mais acessível é a de Race (1997).

A primeira edição portuguesa de Píndaro é a de Francisco Dias Gomes (1799), que traduziu a I Pítica. Mais recentemente, Malhadas e Moura Neves traduziram mais algumas odes píticas (1976).

Selecta
  1. III Pítica: Para Hieron de Siracusa
  2. VII Pítica: Para Mégacles de Atenas
  3. Epígrafes: • A ação dos deuses

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  • PÍNDARO. Odes aos Príncipes da Sicília. Trad. D. Malhadas. Araraquara: UEP-FFCL Araraquara, 1976 (Píticas I, II, III)
 
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04.03.2001
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Data da consulta: 09.05.2008
 
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