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LITTERAE
Simônides e o epigrama antigo
altera
NOMEN
Σιμωνίδης
Simonides Lyricus

Anthologia Graeca
SIGLA CLASSICA
[Simon.]
[AG]
 
Simônides e o epigrama antigo
pigrama (gr. ἐπίγραμμα) significa "inscrição". Na origem, o epigrama era usado em oferendas votivas e, posteriomente, nos epitáfios das lápides; logo, porém, tornou-se gênero literário independente.

A tradição epigramática

O epigrama "literário" deu seus primeiros passos no Período Arcaico, com Simônides de Ceos, mas popularizou-se bem mais tarde, durante os períodos Helenístico e Greco-romano.

Conciso, sentencioso, elegante" (Paes, 1995), o epigrama era habitualmente composto de dois ou mais versos em dísticos elegíacos, metro muito utilizado nas odes corais antigas e nas elegias.

Simônides de Ceos

O mais importante autor de epigramas do Período Arcaico foi Simônides (gr. Σιμωνίδης), que nasceu em -556, na ilha de Ceos, e morreu por volta de -468. Era extremamente versátil e também compôs hinos, ditirambos, epinícios e elegias. Compunha por encomenda e esteve em Atenas por volta de -522, trazido pelo tirano Hiparco; depois, foi para a Tessália e voltou a Atenas em -490. Esteve aparentemente também em Siracusa, na época do tirano Hieron I (-476), e em Acragás, durante a tirania de Teron (-488/-472). Era tio do poeta Baquílides.

Segundo a tradição, Simônides inventou o epinício e foi o primeiro poeta a receber pagamento pelo seu trabalho. Muito maior, no entanto, foi sua fama como criador de epigramas, que compõem a quase totalidade dos fragmentos a ele atribuídos. Infelizmente, nem todos os epigramas são realmente de sua autoria. O mais famoso de todos, composto em homenagem aos espartanos que morreram combatendo os persas nas Termópilas (-480), é de autoria desconhecida...

Epigramas do Período Clássico

Desenvolvido no Período Arcaico, o epigrama teria seu auge bem mais tarde, no Período Helenístico e Greco-Romano. Durante o Período Clássico ocorreu uma espécie de "dormência" e somente alguns exemplos de importância literária menor chegaram até nós através da "Antologia Palatina" (Anthologia Graeca), que reúne diversas compilações de poemas curtos, datada do Período Bizantino.

Grande parte desses epigramas, atribuídos a autores como Platão e Eurípides são, na verdade, criações bem mais tardias, do Período Helenístico ou Greco-Romano, e obra de imitadores.

Manuscritos, edições, traduções

Nossa principal fonte para os epigramas em geral é a Antologia Palatina, coletânea de poesias gregas curtas reunidas no século XIV pelos eruditos bizantinos. O manuscrito da Biblioteca Palatina de Heidelberg, de c. 980, descoberto por Salmasius em 1616, é o mais importante.

O texto descoberto por Salmasius só foi publicado em 1776, quando Brunck a incluiu em seus Analecta. A primeira edição crítica foi a de Jacobs (1794/1803, revisada em 1813/17), porém as edições mais utilizadas são a de Beckby (1965-1968) ou os tomos IV-V da Belles Lettres, preparados por diversos editores entre 1938 e 1941.

Edições modernas de Simônides são a de Jacobs (1817), Schneidewin (1835), Cesati (1882), Paton (1916) e Waltz-Soury (1929). As mais recentes, importantes e completas são a de Page (1962) e a de West (1972). Aqui, por mera comodidade, recorri ao texto grego do livro de Paes (1995).

Em português, os primeiros versos de Simônides foram traduzidos por António José Viale em 1868; mais recentemente, Paes traduziu alguns epigramas (1995) e Rocha Pereira, algumas odes (1998).

Selecta
  1. Epigramas de Simônides
  2. Antigos epigramas da Antologia Palatina

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  • PAES, J.P. Poemas da Antologia Grega ou Palatina. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
 
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15.02.1999
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Data da consulta: 07.10.2008
 
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