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LITTERAE
Poetas corais antigos
altera
NOMINES
Άλκμάν
Alcman Lyricus

Τέρπανδρος
Terpander Lyricus

Στησίχορος
Stesichorus Lyricus

Ἴβυκος
Ibycus Lyricus

Κόριννα
Corinna Lyrica
SIGLA CLASSICA
[Alcm.]
[Terp.]
[Stesich.]
[Ibyc.]
[Corinn.]
 
Poetas corais antigos
 
s mais importantes poetas líricos corais que antecederam Píndaro foram Álcman de Esparta, Terpandro, Estesícoro de Hímera e Íbico de Régio. Corina de Tânagra e Simônides de Ceos, mais conhecido pelos seus epigramas, eram contemporâneos mais velhos; Baquílides, o rival de Píndaro, um contemporâneo mais jovem.

Álcman de Esparta e Terpandro

Álcman (gr. Άλκμάν) viveu em Esparta durante o século -VII e não se sabe exatamente onde nasceu; é, até agora, o mais antigo autor de odes corais que conhecemos. Compôs principalmente hinos religiosos e outros tipos de ode coral cantadas pelos espartanos durante as cerimônias cívicas. Restam-nos fragmentos expressivos de dois partenions.

Terpandro (gr. Τέρπανδρος), músico e poeta, também viveu durante o século -VII. Consta que veio de Antissa, Lesbos, fundou em Esparta uma escola de música e venceu um concurso musical nas Carnéias, festival em honra de Apolo, em -676. Poucos fragmentos de sua obra chegaram até nós, todos de autenticidade duvidosa.

Estesícoro de Hímera

Estesícoro (gr. Στησίχορος) viveu aproximadamente entre -632 e -553 em Hímera, na Sicília, embora tenha nascido em Matauros (ou Locri), no sul da Itália. Seu nome original era Tísias, mas ficou conhecido por Estesícoro, apelido que significa "dirigente do coro".

Foi o primeiro grande poeta que viveu nas póleis gregas do Ocidente, e consta que inventou a divisão do poema coral em tríades, cada uma delas composta de uma "estrofe" e de uma "antístrofe" de métrica semelhante, e de um "épodo" de métrica diferente das duas primeiras partes. Antes disso a ode era composta somente de estrofes simples, repetitivas e, certamente, um tanto monótonas.

Deve-se a ele, também, a introdução dos grandes temas mitológicos na poesia lírica, até então abordados somente nas epopéias. Os eruditos alexandrinos reuniram toda sua monumental obra em 26 livros, dos quais nos restam míseros fragmentos. A julgar por alguns dos títulos, a maior parte relacionava-se de perto com a epopéia: A destruição de Tróia, Os regressos, Orestia, Helena, Os caçadores de javali, Cicno...

Grande foi sua influência na arte figurativa e nos poetas trágicos. A imagem de Héracles com a pele do leão e a clava, por exemplo, foi "lançada" por ele; o poeta Ésquilo escreveu também uma Orestia e Eurípides aproveitou as versões do mito tratadas por ele em diversas tragédias, notadamente em sua Helena.

Íbico de Régio

Íbico (gr. Ἴβυκος) nasceu em Régio, na Magna Grécia, provavelmente na primeira metade do século -VI. Era de família nobre e, segundo a tradição, quase se tornou o tirano da cidade. Por volta de -540, mudou-se para a corte do tirano Polícrates de Samos (-546/-522). Segundo a lenda, o poeta foi morto por assaltantes perto da cidade de Corinto; mas o crime foi visto por algumas garças, que vingaram Íbico atacando os assassinos e matando-os a bicadas.

Íbico compôs, inicialmente, poemas de temática mitológica; posteriormente, passou a usar temas levemente eróticos, através dos quais é mais conhecido.

Corina de Tânagra

Corina (gr. Κόριννα) viveu em Tânagra, na Beócia, nos séculos -VI/-V e, segundo a tradição, conheceu Píndaro quando ele estava em início de carreira e venceu-o em alguns concursos. Há eruditos, porém, que acreditam que ela viveu durante o Período Helenístico.

Dela sobreviveram dois longos fragmentos corais escritos em estilo simples e sem afetação; a temática é mitológica, porém de interesse puramente local. Era muito respeitada pelos antigos, e considerada uma das nove musas mortais.

Fragmentos

Os fragmentos mais importantes de Álcman, Estesícoro, Íbico e Corina provêm, como no caso dos poetas monódicos, das citações de escritores posteriores e de numerosos papiros conservados em Berlim, Paris e Londres.

As edições modernas básicas são a de Bergk (1882) e a de Snell (1901); a mais completa é a de Page (1962; supplementum, 1974). Aqui, foram utilizados a edição de Edmonds (1940), mais recente, a de Page e um trecho de Álcman reproduzido por Dain (1965) em seu tratado de métrica.

Em português, as primeiras traduções de passagens de Álcman e de Estesícoro foram publicadas em Hélade, antologia preparada por Maria Helena da Rocha Pereira (1998); mais recentemente, Celina Lage e outros helenistas têm traduzido aqui e ali alguns trechos de Álcman.

Íbico e Corina, com exceção dos pequenos trechos infra, continuam inéditos em nossa língua.

Selecta
  1. Fragmentos de Álcman
  2. Fragmentos de Estesícoro
  3. Fragmentos de Íbico
  4. Fragmentos de Corina

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15.02.1999
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Data da consulta: 16.05.2008
 
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