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LITTERAE
A lírica monódica
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A lírica monódica
A elegiaÉ uma das formas mais antigas. Conservou fortes ligações com a poesia épica, sua antecessora, e deve ter sido em sua origem um canto litúrgico acompanhado de música para, entre outras coisas, enterros e banquetes fúnebres. O metro utilizado era o dístico elegíaco. Havia vários tipos de poesia elegíaca: a elegia guerreira, a elegia amorosa, a elegia moral e filosófica, e a elegia gnômica. O declamador era em geral acompanhado por um tocador de aulos. Entre os principais representantes estão Calino de Éfeso, Tirteu de Esparta, Mimnermo de Cólofon, Sólon de Atenas e Teógnis de Mégara. O iamboA poesia iâmbica é também bastante antiga e se caracterizava pelo tom pessoal, pela alegria de viver e pela sátira, o que a distancia significativamente da poesia épica. O acompanhamento habitual era também o aulos; esse gênero, no entanto, nem sempre era apresentado com acompanhamento musical. O metro mais usado era o trímetro iâmbico, embora nas sátiras em geral também se usasse o dístico elegíaco com certa freqüencia. Principais representantes: Arquíloco de Paros, Semônides de Amorgos e Hipônax de Éfeso. A cançãoA poesia cantada com acompanhamento musical, também conhecida por ode ligeira e mélica, muitas vezes se confunde com a própria denominação genérica 'lírica monódica'. Os poetas mélicos cantavam principalmente o amor e os prazeres da vida e, além de cantar, tocavam geralmente também o bárbitos, instrumento semelhante à lira, mas com sete cordas ao invés de quatro. A métrica desses poemas era muito variada e habitualmente característica de cada autor. Os versos eram agrupados em estrofes e cada tipo de estrofe recebeu, em geral, o nome do poeta que a utilizava: sáfica (Safo de Lesbos), alcaica (Alceu de Mitilene), e anacreôntica (Anacreonte de Teos). | SCHOLIA
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Data da consulta: 03.07.2008 |