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LITTERAE
Poetas iâmbicos
altera
NOMINES
Άρχίλοχος
Archilochus Lyricus

Σεμωνίδης
Semonides Iambographus

Ἱππῶναξ
Hipponax Iambographus
SIGLA CLASSICA
[Archil.]
[Semon.]
[Hippon.]
 
Poetas iâmbicos
 
s três poetas iâmbicos mais conhecidos são Arquíloco de Paros, Semônides de Amorgos e Hipônax de Éfeso. O mais antigo e importante, sem dúvida, foi Arquíloco.

Arquíloco de Paros

Arquíloco (gr. Άρχίλοχος) nasceu na ilha de Paros por volta de -650, a primeira data relativamente precisa da Literatura Grega. Sabe-se que era filho ilegítimo de um aristocrata, Telesicles, e que teve de abandonar a ilha devido a problemas financeiros. Em Tasos viveu como soldado mercenário e, ao que parece, morreu em combate durante uma disputa com a vizinha ilha de Naxos.

Arquíloco adaptou a poesia épica a novas formas, mais naturais. Compôs inúmeros iambos satíricos, alguns bastante ferinos, e também canções sensuais. Os versos transbordam espontaneidade, sentimento e uma certa rebeldia em relação aos valores estabelecidos.

Seus poemas logo se tornaram muito populares: faziam parte do repertório dos rapsodos e eram cantados freqüentemente nos concursos públicos de poesia. Os antigos colocavam-no em pé de igualdade com o próprio Homero.

Semônides de Amorgos e Hipônax

O pouco que sabemos de Semônides (gr. Σεμωνίδης) é que nasceu em Samos no século -VII e liderou os colonos dessa ilha que se estabeleceram em Amorgos. Consta que escreveu versos iâmbicos e elegíacos, estes últimos a respeito da história de Samos. De toda sua obra resta-nos, basicamente, um trecho com 118 versos iâmbicos a respeito das mulheres.

Hipônax de Éfeso (gr. Ἱππῶναξ) é da metade do século -VI (c. -540). De origem aristocrática, foi desterrado para Clazômenas, onde viveu em condições econômicas precárias. Chegaram até nós numerosos fragmentos de um tipo especial de iambo, o coliambo, de temas populares e realistas, e de humor ácido e bastante pesado. Seu principal tema, segundo Aristóteles, era o "vitupério". Muito apreciado durante o Período Helenístico, Hipônax foi um dos precursores do mimo e influenciou, também, os antigos comediógrafos.

Fragmentos iâmbicos

Os fragmentos dos poetas iâmbicos provêm, assim como no caso dos poetas elegíacos, das citações de escritores posteriores e de numerosos papiros conservados nos museus de Londres, Berlim e Paris.

A coletânea moderna básica é a de Bergk (1882); as de Edmonds (1932), Adrados (1956) e West (1971; suppl. 1974), porém, são mais acessíveis. Recentemente, West (1981) e Degani (1998) editaram diversos fragmentos novos de Arquíloco e de Hipônax, respectivamente. Aqui, foram utilizadas somente fontes secundárias.

Semônides foi o primeiro a ser traduzido para o português ("B.A.", 1836; A.J. Viale, 1868; F.A. de Matos, 1896; Brandão e Assunção (1983/1984); Gonçalves, 1995). Há várias traduções de fragmentos selecionados dos demais poetas iâmbicos em Falco e Coimbra (1941), Malhadas e Moura Neves (1976), Ribeiro Ferreira (1994), Rocha Pereira (1998), Celina Lage (1998) e Cunha Corrêa (1998).

Selecta
  1. Fragmentos de Arquíloco
  2. Fragmentos de Semônides de Amorgos
  3. Fragmentos de Hipônax

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livros recomendados
  • CUNHA CORRÊA, P. Armas e Varões: a Guerra na Lírica de Arquíloco. São Paulo: UNESP, 1999.
  • FALCO, V. & COIMBRA, A.F. Os Elegíacos Gregos de Calino a Crates. São Paulo, 1941.
  • MALHADAS, D. & MOURA NEVES, M.H. Antologia dos Poetas Gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976.
 
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18.06.2000
Monografia 0284
     
Página atualizada em 14.10.2005   •   Data da consulta: 16.05.2008
 
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