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LITTERAE
Ilíada altera TITVLVS
SIGLA CLASSICA
Il. ou Hom. Il.
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 A Ilíada - II
oderíamos separar a Ilíada em numerosos episódios, mais ou menos autônomos, sempre narrados por Homero, embora muitas vezes ele dê voz aos personagens para que contem suas histórias.
Panorama
O poema tem um total de 15.693 versos hexâmetros e se divide artificialmente em 24 Livros ou Cantos de tamanho desigual, identificados pela tradição manuscrita com as letras maiúsculas do alfabeto grego (Α, Β, Γ, Δ, Ε, Ζ, Η, etc.). Ocupa cerca de 440 páginas da edição de Allen (1931), utilizada aqui, distribuídas em três volumes.
Eis uma visão panorâmica da seqüência de episódios, de acordo com o agrupamento dos versos em "livros":
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I-IV
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Invocação, argumento do poema e restabelecimento das causas da guerra
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V-VII
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Aristeía de Diomedes, Heitor e Ájax
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VIII-X
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Recuo dos gregos e apelo a Aquiles
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X
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A dolonéia
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XI-XV
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Os gregos diante da derrota
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XVI-XVII
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Aristeía e morte de Pátroclo
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XVIII-XXII
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A volta de Aquiles e a morte de Heitor
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XXIII
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Os funerais de Pátroclo
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XXIV
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O resgate do cadáver de Heitor
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O poema é marcado, até o livro XVII, pela ausência de Aquiles e, depois disso, por sua avassaladora participação nas batalhas. Alguns comentadores antigos, por causa disso, costumavam dizer que o poema era mais uma "Cólera de Aquiles" do que uma "Ilíada"...
Resumo: livros I-IV
Os primeiros quatro livros caracterizam-se por um "restabelecimento" das causas da guerra, tanto no plano divino como no plano humano.
Após a invocação à musa e a enunciação do argumento do poema (1.1-7), o poeta atribui a praga que assola o acampamento grego ao tratamento grosseiro dispensado por Agamêmnon, chefe das forças gregas, a Crises, sacerdote de Apolo (1.8-53), que viera oferecer digno resgate em troca da filha escravizada. Na assembléia, desentendem-se Agamêmnon e o mais poderoso guerreiro grego, Aquiles, por causa de outra cativa, Briseida; ferido em sua honra de guerreiro, Aquiles retira-se da luta (1.308-348) e implora a Tétis, sua mãe, que interceda junto a Zeus para que os aqueus lamentem sua falta (1.349-430). Depois de um sacrifício a Apolo e da devolução de Criseida, filha de Crises, a praga cessa (1.431-492).
Enquanto isso, no Olimpo, Tétis suplica em prol do filho e obtém de Zeus uma solene promessa (1.493-532); Zeus e Hera se desentendem, mas são apaziguados por Hefesto (1.533-611). Zeus envia então um sonho enganador a Agamêmnon (2.1-40) que, acreditando estar próxima a vitória, convoca uma assembléia (2.41-143) e propõe-se a testar o moral da tropa, acenando com o pronto retorno à Grécia. O exército inicia uma debandada, contida por Odisseu e, de certo modo, pelo velho e sábio Nestor (2.144-393). Oferece-se um sacrifício a Zeus e há uma simbólica reconvocação dos combatentes (2.394-483): após outra invocação à musa (2.484-493), o poeta enumera os 29 grupos de combatentes gregos, suas cidades de origem, os heróis que os lideram e o número de navios que os trouxeram ("catálogo das naus", 2.494-785). As forças troianas são, a seguir, igualmente catalogadas (2.786-877).
Os dois exércitos se posicionam frente a frente; Páris, ao ver Menelau, assusta-se e é duramente reprovado por Heitor (3.1-75); propõe, então, um duelo individual com Menelau, prontamente aceito por ambas as partes (3.78-120). Enquanto isso, do alto da muralha de Tróia, Helena identifica para o rei Príamo os principais chefes gregos ("teicoscopia", 3.121-244). Após um sacrifício, dá-se o duelo, vencido por Menelau (3.245-379); Afrodite, porém, salva Páris e o coloca em seu quarto, para onde Helena é também conduzida (3.380-448). Menelau enfurece-se (3.449-461) e, enquanto isso, os deuses decidem fazer com que a luta prossiga (4.1-72). Por instigação de Hera e de Atena, um arqueiro troiano fere Menelau (4.73-187), prontamente tratado pelo médico-guerreiro Macáon (4.188-219).
Agamêmnon passa novamente as tropas em revista e instiga os outros heróis à luta (4.220-418). Gregos e troianos começam, finalmente, a lutar, mas a batalha termina completamente equilibrada (4.419-544).
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