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AD INCIPIENTES A 'Antígona' de Sófocles
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A 'Antígona' de Sófocles CORO
De tantas maravilhas,
mais maravilhoso de todas é o homem. O espumante mar nos ímpetos dos ventos austrais sulca, bramantes ondas fende, e cultiva a dos deuses mãe, a Terra imortal1, incansável, revolvendo-a ano após ano com arados movidos por força eqüina. A linhagem das leves aves leva capturadas e as raças das feras agrestes, peixes em penca prende nas malhas das redes o homem perspicaz; engenhoso persegue a fera fauna dos montes, doma corcéis, ao duro jugo sujeita touros sanhudos. A voz, o pensar volátil e as urbanas leis das assembléias ele as ensinou a si mesmo, fugiu da áspera agressão do frio e dos dardos das tempestades. Aparelhado, desaparelhado não acata nada do que lhe advém; só da morte fuga não lhe acena, ainda que de indômitas moléstias alcance escape.
[ S.Ant. 333-364 ]
Tradução: Donaldo Schüler
SCHÜLER, D. Sófocles. Antígona. Porto Alegre: L&PM Editores, p.
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Data da consulta: 20.08.2008 |