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AD INCIPIENTES Um poema de Teócrito
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 Um poema de Teócrito eócrito, o mais importante poeta do Período Helenístico, nasceu em Siracusa, na Sicília, e viveu por volta de 270 a.C. em Cós e em Alexandria. É conhecido pelos seus belíssimos poemas pastorais, os Idílios, e pelos mimos, curtas composições para encenação ou simples declamação. Nos Idílios, Teócrito descreveu com um pouco de realismo e muita imaginação a natureza e a vida rústica dos camponeses sicilianos. Teve grande influência no poeta romano Virgílio (70-19 a.C.) e está na origem de todo um gênero literário, o da poesia bucólica. Aqui, apresento um pequeno trecho do Idílio 3, Lamento.
Galanteio
Ó graciosa Amarílis, não mais te curvas na entrada dessa gruta
para me chamar, a mim, teu namorado. Por quê? Estás de mal de mim?
Ou será que, de perto, achas que tenho nariz chato
e queixo saliente, ninfa querida? Vais fazer que eu me enforque!
Trago-te dez maçãs, estás vendo? Fui colhê-las lá naquele lugar
que me sugeriste para colhê-las. E amanhã, vou trazer-te mais!
Olha só como é doída minha aflição. Quisera tornar-me
a abelha que zumbe e entrar em tua gruta,
afastando a hera e as ramagens que te envolvem.
Agora conheci o Amor. Deus esmagador. Na certa mamava
em teta de leoa, e sua mãe o criava com lenha,
ele que me queima e fere até o miolo dos ossos!
Ó moça de belo olhar, toda brilho, ó ninfa
de negras sobrancelhas, abraça-me! Eu, o teu pastor, quero beijar-te.
Até em beijos ocos há doce alegria.
[ Theoc. 3.6-20 ]
Tradução: Maria Celeste C. Dezotti
 Referência
texto especial
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SCHOLIA
MEMORANDUM
texto especial

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