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AD INCIPIENTES
A "I Enéade" de Plotino
 
A "I Enéade" de Plotino
lotino (205-270 a.C.) foi o maior dos filósofos neoplatônicos. Escreveu seus ensaios filosóficos depois dos 50 anos e apenas para uso de seus discípulos. Após sua morte foram reunidos e editados por um deles, Porfírio (232-305), em grupos de nove (daí o título tradicional, Enéades). Juntamente com a obra de Platão (429-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.), é o mais completo conjunto de textos filosóficos gregos que chegou até nós.

Se, então, a vida perfeita está dentro do alcance humano, atingindo-a o homem atinge a felicidade; se não está, a felicidade só deve existir para os deuses, pois a vida perfeita é apenas para eles.

Mas, desde que sustentemos que existe felicidade também para os seres humanos, devemos levar em conta o que a vida perfeita é. O assunto pode ser colocado desta forma:

Foi demonstrado em outro lugar que o homem, quando controla não apenas a vida de sensações mas também a Razão e o Autêntico Intelecto, obteve a vida perfeita.

Mas seria esse tipo de vida algo externo, introduzido em sua natureza?

Não; não existe um único ser humano que não possua efetivamente ou potencialmente isso que sustentamos constituir a felicidade.

(...)

[ Plot. 4.4 ]

Tradução: S. MacKenna e B.S. Page
(versão portuguesa de Wilson A. Ribeiro Jr.)

rReferência

MACKENNA, S. & PAGE, B.S. Plotinus. The Six Enneads. Chicago: Encyclopædia Britannica, p. 14, 1952.

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Data da consulta: 13.05.2008
 
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