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 Templo de Ártemis em Éfeso Templo de Ártemis em Éfeso [Portal Graecia Antiqua]
Templo de Ártemis ( artemision) em Éfeso. Reconstituição esquemática de F. Krischen. Data: -560/-460. Arquitetos: Quersifron e Metagenes de Cnossos, Theodoros de Samos, Dinócrates.
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Fig. 0594a. Templo de Ártemis em Éfeso, séc. -IV. Reconstituição artística.
A construção de mármore, conhecida entre os arqueólogos por "templo D", foi erguida sobre as fundações de templos anteriores possivelmente dedicados à deusa Cibele e que remontam ao século -VII. Demorou cerca de um século para ficar pronto e, segundo a tradição, o rei Creso da Lídia doou muito dinheiro para a construção.
O templo era a maior construção daquela época em toda a Grécia. Tinha desenho retangular, com cerca de 80 x 130 metros e, ao contrário dos demais templos, era todo de mármore (com exceção da cobertura. Escadarias de mármore conduziam o visitante ao espaçoso interior, decorado com 117-128 colunas de estilo iônico com 12 (20?) metros de altura, alinhadas em linha dupla em volta do naos onde havia, provavelmente, uma estátua da deusa. Cerca de 36 colunas eram decoradas com relevos. O interior do templo foi decorado com estátuas esculpidas pelos mais famosos artistas da época (Fídias, Policletos, Crésilas, Frádmon e Praxíteles), além de pinturas. Veja, na Fig. 0594a, uma tentativa de reconstituição do seu aspecto externo no século -IV.
Fig. 0594b. Templo de Ártemis em Éfeso. Colunas remanescentes, de data não especificada.
O templo foi uma das "sete maravilhas" do mundo antigo. Em 21 de julho de -356, na mesma noite em que nasceu Alexandre III, "o Grande", o templo foi incendiado. Segundo Plutarco, a deusa estava tão ocupada cuidando do nascimento de Alexandre que não pôde ajudar o próprio templo. Anos depois, Alexandre ajudou a reconstruí-lo. Em 262 o templo foi destruído pelos godos e novamente reconstruído; em 401 o templo foi finalmente destruído por instigação de São João Crisóstomo, em meio à histeria dos cristãos contra o paganismo. No século XIX os escavadores descobriram as fundações e recuperaram algumas colunas (Fig. 0594b); somente alguns detalhes da decoração original, porém, são conhecidos.
Veja outra imagem do templo:
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