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Frine diante do areópago

1861

Óleo sobre tela de Jean-Léon Gérôme (1824/1904)

AcervoGaleria de Arte de HamburgoImagemPopszes, 2006FonteWikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura1063
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Segundo Atheneu (13.590) e Plutarco (De Pyth. or. 14; X Orat. 9), certa vez Hipérides defendeu a hetera[1] Frine (gr. Φρύνη), de lendária e estonteante beleza, de uma acusação de impiedade.

Ao pressentir que o veredicto seria desfavorável, Hipérides a descobriu diante dos juízes e, diante daquela visão, eles imediatamente declararam Frine “inocente” — da acusação, bem entendido.

O discurso de Hipérides no qual ele teria eventualmente relatado esse episódio infelizmente não foi encontrado até hoje e, por isso, para muitos eruditos a história é apenas uma anedota inventada séculos depois.

Veja, em iluminuras relacionadas, a Afrodite de Cnido, a escultura de Praxíteles que teria sido inspirada por Frine, e outra obra de Gêrome.

Etapa cultural: Academicismo.

Notas
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  1. As heteras (gr. sg. ἑταίρα) eram cortesãs gregas de alto nível, usualmente educadas e sofisticadas, espécie de acompanhantes que também mantinham relações sexuais com os clientes, com quem muitas vezes desenvolviam relacionamentos estáveis. As prostitutas propriamente ditas (gr. sg. πόρνη) prestavam serviços de natureza puramente sexual, avulsos e via de regra em bordéis, mas a diferença entre esse dois tipos era, às vezes, muito fluida. Havia também prostituição masculina, mas aparentemente só do segundo tipo.
    Imagem: hetera em cálice ático de figuras vermelhas. Macron, c. -490, New York, Museu Metropolitano de Arte. Marie-Lan Nguyen (2011) CC BY 2.5.