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Mesinha em forma de capitel coríntio

1727/1732

Madeira maciça (pinho) esculpida e dourada, com topo de mármore de Siena. William Kent (1684/1748), designer; John Boson (fl. 1720/1743), escultor. Chiswick House, Londres

AcervoLondres, Museu Victoria e AlbertFonteVictoria and Albert MuseumLicençaTerms of use - V&AIluminura0888
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A peça é uma inspirada adaptação de elementos arquitetônicos ao mobiliário. A parte de cima lembra a cornija e o friso dos templos gregos, e a face feminina foi certamente inspirada em uma das diversas estátuas do Período Helenístico ou do Período Greco-Romano descobertas durante o século XVI nos antigos territórios gregos. Folhas e outros elementos que representam o acanto envolvem o rosto feminino e assumem a forma de capitel coríntio.

Mais abaixo, sobre um pedestal estriado, há um friso com o elemento decorativo conhecido por greca: g.

Vitrúvio[1], muito estudado pelos artistas e eruditos renascentistas, atribuía qualidades femininas ao capitel coríntio, que teria sido inspirado por uma cesta colocada sobre o acanto, arbusto com folhas grandes muito utilizado como planta ornamental no Mediterrâneo durante a Antiguidade.

Notas
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  1. Vitrúvio (fl. sæc. I), arquiteto romano, trabalhou para Júlio César e para Augusto. Sua fama advém notadamente de um manual baseado em princípios helênicos, o Da Arquitetura, que chegou até nós em dez livros. O texto, redescoberto em 1414, teve grande influência durante o Renascimento. O tratado aborda todos os aspectos da arquitetura, desde os mais complexos, como o planejamento urbano, até os mais simples, como os materiais usados em cada tipo de edifício.