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Perseu, Andrômeda e o monstro marinho

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Ânfora coríntia de figuras negras atribuída ao Grupo de Andrômeda. Caere / Cena A

AcervoMuseus Estatais de Berlim, Coleção de AntiguidadesInventárioF 1652ImagemNick Thompson, 07/12/2016FonteFlickRLicençaCC BY-NC-SA 2.0Iluminura0842
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O monstro marinho, à esquerda, tem cabeça parecida com a de um javali. Perseu, no centro, usa um pétaso, chapéu típico dos viajantes e botas de estilo oriental; no antebraço esquerdo, pende uma bolsa, certamente a que contém a cabeça de Medusa. Andrômeda, à direita, não foi representada com nenhum atributo em especial.

As três figuras estão identificadas por inscrições próximas. O alfabeto utilizado é bastante arcaico e, como em muitos outros vasos, algumas palavras foram escritas da direita para a esquerda (ΠΕΡΣΕΥΣ e ΑΝΔΡΟ[Μ]ΕΔΑ). Note-se também o uso de várias notações arcaicas, que desapareceram do alfabeto grego no final do século -V: o emprego do épsilon no lugar do eta (cf. ΚΕΤΟΣ) e da letra arcaica san (que se parece com um M) no lugar do sigma (cf. ΠΕΡΣΕΥΣ e ΚΕΤΟΣ), e o formato diferente de certos sinais, como o épsilon (Ε) que se parece com um B e o ípsilon (Υ) que se parece com um V.

Apesar da semelhança do nome, o monstro marinho, enviado por Posídon e aqui identificado por Κέτος, não deve ser confundido com Κητώ, uma das entidades marinhas primordiais da genealogia hesiódica. Κητώ foi mãe das Greias e das Górgonas, outros personagens da lenda de Perseu.

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