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Nêmesis (a Grande Fortuna)

c. 1501

Gravura de Albrecht Dürer (1471/1528)

AcervoNew York, Museu Metropolitano de ArteInventário19.73.88FonteThe Metropolitan Museum of ArtLicençaDomínio públicoIluminura0433
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Uma divindade alada caminha sobre as nuvens, acima de uma cidade (Klausen, Eisachtal, nos Alpes suiços). O freio e o cálice em suas mãos representam, respectivamente, “castigo” e “recompensa”.

Nêmesis, em geral considerada filha da Nix, a noite, é uma divindade antiga e primitivamente associada a antigas deusas-mães, como Reia-Cibele, Deméter e Ártemis. Na organização olímpica do Universo, posteriormente, a ela cabe executar a justiça de Zeus.

Na tragédias gregas, Nêmesis é considerada vingadora de crimes e punidora da híbris[1]. Posteriormente, foi associada à Τύχη, personificação da Fortuna, que não é boa nem má, e que cada mortal deve receber de acordo com seus méritos.

A representação neoclássica da deusa como entidade alada é uma convenção usada habitualmente pelos pintores gregos tardios. As formas “gordinhas” seguem os padrões da representação feminina vigentes no Renascimento.

Legenda original Nemesis (The Great Fortune). Artist: Albrecht Dürer (German, Nuremberg 1471–1528). Date: ca. 1501. Engraving. Sheet: 13 1/16 × 9 1/16 in. (33.1 × 23 cm). Fletcher Fund, 1919. Accession Number: 19.73.88

Notas
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  1. A palavra grega ὕβρις, ‘insolência’ ou ‘desmedida’, aportuguesada para “hýbris” (cf. Aurélio s.v.), se refere ao orgulho e à confiança excessiva, fundamentada ou não, que os seres humanos eventualmente expressam. Essa reprovável atitude aos olhos dos gregos antigos se contrapunha diretamente à moderação que, a seu ver, deveria nortear todos os tipos de comportamento humano. Na mitologia grega, os deuses invarialmente punem os mortais que, em palavras ou atos, ultrapassam a justa medida de orgulho pelo sucessos obtidos tanto pelo acaso, reflexo dos desígnios dos deuses, quanto pelo resultado da competência e da capacidade humana.