logo
144
0144X

Círculo tumular A

-1550/-1500

Vista do alto da muralha. Micenas, Argólida

ImagemDavida De La Harpe, 11/07/2008FonteFlickRLicençaCC BY-ND 2.0Iluminura0144
Comentários

O Círculo Tumular A foi descoberto e explorado por por Schliemann[1] em 1876 e dista cerca de 130 metros do Círculo Tumular B, mais antigo, descoberto quase um século mais tarde ao lado do “Túmulo de Clitemnestra” (túmulo-tolo). Na Fig. 0144a, ao fundo, vê-se restos da muralha ciclópica de Micenas e, mais além, uma parte da planície argiva (de Argos).

No interior do Círculo há seis profundos túmulos de poço, dois dos quais estão bem visíveis na foto (o V e o I), e alguns sepultamentos simples datados do Heládico Médio. O túmulo IV é o maior deles, com 6.5 m de largura por 4.1 m de profundidade. Nota-se, pela comparação entre os túmulos de poço do Círculo A com os do Círculo B, estes datados do Heládico Médio, que a estrutura praticamente não mudou de uma fase histórica para a outra.

A maioria dos túmulos está marcada por pesadas estelas de calcáreo, algumas das quais foram esculpidas. Além de um ou mais esqueletos (no total, 19 pessoas esqueletos de homens, mulheres e crianças foram sepultados nos seis túmulos), os túmulos de poço continham numerosas armas, vasos e quilos de joias artisticamente elaboradas, notadamente de ouro. Alguns dos homens tinham o rosto encoberto por máscaras mortuárias, moldadas em relevo em uma única folha de ouro puro.

Veja ilustrações relacionadas em iluminuras relacionadas.

Notas
[ utilize os recursos do navegador para VOLTAR ao texto ]
  1. O alemão Heinrich Schliemann (1822/1890) foi o primeiro a descobrir em Troia, Micenas, Tirinto, Ítaca e Orcômeno os vestígios da Grécia pré-histórica. Embora não fosse arqueólogo profissional, era dotado de pertinência e entusiasmo; sua intenção era comprovar, através das escavações arqueológicas, a veracidade das lendas descritas por Homero em seus poemas. A despeito dos sucessos, tinha a tendência de romantizar e identificar seus achados com personagens da Mitologia Grega. Batizou, por exemplo, de “tesouro de Príamo” um conjunto de joias encontrado em Troia II e de “máscara de Agamêmnon” uma máscara mortuária encontrada em Micenas. Quando escavou em Orcômeno, na Beócia, descobriu um tipo de cerâmica até então desconhecido e a atribuiu aos mínios, povo lendário ligado a essa cidade.
    Mais informações → Heinrich Schliemann
    Imagem: S. Kohn, 1883. Fonte: Gallica, domínio público.