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O ônfalo de Delfos

sæc. -iii/iv

Cópia da pedra arcaica esculpida com baixos-relevos, guardada no templo de Apolo em Delfos (parcialmente reconstituída)

AcervoMuseu Arqueológico de DelfosImagemAvishai Teicher, 2000FonteWikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0136
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Consta que o ὀμφαλός, ‘umbigo’, ficava no ἄδυτον, ‘santuário’ do templo de Apolo, próximo da Pítia, e que representava o centro do mundo (Pi. P. 4.74), determinado por Zeus. Os relevos que a recobrem representam uma rede e havia sobre ele duas águias de ouro, hoje perdidas (Andronicos, 1998). Muitos outros ônfalos foram erigidos ao longo da bacia mediterrânea, mas o de Delfos era certamente o mais famoso.

Outras tradições contavam que o ônfalo foi a pedra dada por Reia a Cronos, no lugar de Zeus recém-nascido, para evitar que o filho fosse devorado pelo pai. Dizia-se também que a tumba da monstruosa serpente Píton, derrotada por Apolo ao se apossar do santuário, ficava embaixo da pedra.

Veja as ruínas do templo de Apolo e outras imagens do ônfato em Imagines alterae. Mais informações em Nexus externus.