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O mapa-múndi de Ptolomeu

c. 1780

Mapa-múndi gravado por Johannes Schnitzer (1482) a partir das tabelas do tratado Introdução à Geografia de Cláudio Ptolomeu, escrito em 150/170. Redesenhado em pele de cabra e embelezado por Derome Le Jeune para a terceira edição

AcervoBiblioteca de WormsleyImagemScott Ehardt, 03/07/2007FonteWikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0026
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Ptolemeu criou as bases desse mapa em Alexandria, por isso os detalhes do Mediterrâneo Oriental são mais próximos da realidade. Há somente três continentes, Europa, Ásia e África; a linha do Equador foi assinalada. As cabeças em torno do mapa representam os grandes ventos.

Mapas baseados em princípios científicos começaram a ser feitos na época de Eratóstenes de Cirene (-275/-195), mas somente após a Geografia de Ptolomeu (100/170) projeções adequadas para a representação de pontos geográficos no plano foram desenvolvidos.

Os mapas originais do tratado de Ptolomeu se perderam, mas graças às instruções contidas na Geografia todos puderam ser reconstituídos. Do século XV em diante a tradução latina do texto passou a ser impressa com belíssimos mapas (mais bonitos do que cientificamente corretos), um dos quais é mostrado acima.

Ele parece distorcido, em relação aos mapas modernos, em parte devido às informações deficientes disponíveis para os geógrafos na época de Ptolomeu, em parte devido a medidas incorretas. Ptolomeu adotou uma medida muito pequena para as coordenadas geográficas do globo terrestre, 500 estádios por grau de latitude ou longitude, enquanto que o correto seria mais ou menos 700 estádios por grau (um estádio ≅ 185 metros).

Além disso, as listas originais de Ptolomeu não chegaram até nós exatamente como eram. As cópias efetuadas ao longo dos séculos acumularam provavelmente muitos erros dos copistas, além de eventuais "correções" dos dados topográficos.

Mapas acurados, baseados em medidas exatas e padronizadas, iriam surgir somente no final do século XVIII.