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HISTORIA
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no Egeu
Bronze Antigo
•  parte III
altera
CRONOLOGIA
-3000 a -2000
 
Bronze Antigo - III
 
o continente grego, o Heládico Antigo desenvolveu-se a partir de -3000, aproximadamente; por volta de -2300, a chegada dos indo-europeus imprimiu novos rumos à evolução cultural das comunidades que aí viviam.

O Heládico Antigo

As principais etapas culturais do Bronze Antigo na península balcânica estão representadas em Eutresis (-3000/-2600), Korakou e Lerna (-2600/-2100), Tebas (-2400/-2100) e Tirinto (-2200/-2000).

As mais antigas comunidades evoluíram provavelmente a partir das culturas do Neolítico final e, a despeito da crescente influência das Cíclades, de Creta e de Tróia, conservaram sua homogeneidade durante muito tempo. Prósperas aldeias de casas retangulares e telhado plano eram vistas praticamente em toda parte. Os artefatos de metal eram raros e seguramente o estilo de vida se mantinha quase inteiramente neolítico.

Entre -2600 e -2200, fortificações e grandes edifícios foram erguidos no centro de várias aldeias litorâneas. Eram todos, praticamente, retangulares e com vários cômodos, longos corredores e telhas de terracota. Importantes inovações, como as telhas da famosa Casa das Telhas de Lerna e os tijolos cozidos da Casa Redonda de Tirinto, foram usadas na Europa pela primeira vez.

Não há consenso, no entanto, quanto à exata função desses grandes edifícios. Teriam sido prédios públicos destinados a atividades religiosas, econômicas ou políticas, ou eram apenas a residência privada de cidadãos proeminentes?

Houve um expressivo aumento dos artefatos de metal durante essa segunda fase cultural: punhais e pinças de cobre e bronze, assim como as tradicionais lâminas de obsidiana, eram numerosos. A cerâmica era também muito mais rica e variada do que antes, e os vasos eram habitualmente recobertos com um acabamento brilhante, o Urfirnis do Heládico Antigo (diferente do Urfirnis neolítico). O formato mais característico é o dos cálices de bico, apelidados de "molheiras" pelos arqueólogos.

As diversas marcas de selos presentes em vasos e próximo às lareiras, em especial, seriam indicações de que o conceito de identificação da propriedade privada já era conhecido. As marcas incisas detectadas em diversos vasos de cerâmica eram possivelmente sinais de identificação.

Estatuetas de vacas, touros e ovelhas de barro eram bastante comuns, algumas com profundos cortes no abdomen, o que poderia ser uma evidência de procedimentos ligados a rituais e do oferecimento de sacrifícios. Estatuetas femininas, comuns durante o Neolítico, eram raríssimas.

A partir de -2400/-2300 chegaram às aldeias litorâneas do leste da península novas vagas de imigrantes da Anatólia ocidental. São notáveis as mudanças no estilo da cerâmica (pratos, taças com duas alças), o uso da roda de oleiro e edifícios apsidais, semelhantes ao mégaron.

Em toda parte, do sul da Tessália ao norte do Peloponeso, essas culturas "anatólicas" menos avançadas fundiram-se praticamente sem traumas com as culturas anteriores. Somente em alguns locais da Argólida, como por exemplo Lerna, há evidências inequívocas de violência e destruição. Em Tirinto e possivelmente em Lerna, foram encontrados os mais antigos vestígios de cavalos domesticados, datados de -2200/-2000.

O tratamento dado aos mortos foi extremamente diversificado em todas as etapas culturais do Heládico Antigo, e nenhuma tendência em especial pode ser especificada com segurança. Os corpos eram sepultados individualmente, em covas simples, dentro de vasos ou não, ou em cistas. Pequenos túmulos em câmara exibiam também enterros múltiplos, muito semelhantes aos das Cíclades. Embora alguns poucos enterros ocorressem nas casas, a maioria dos cemitérios situava-se fora das aldeias.

Os indo-europeus

As evidências de mudança cultural brusca presentes por volta de -2200/-2100 em todo o Egeu, com exceção da ilha de Creta, têm sido tradicionalmente associadas à chegada das primeiras e belicosas vagas de povos indo-europeus à região. Essa devastação generalizada, no entanto, pode ter sido simples conseqüencia de fenômenos naturais. Assim, os indo-europeus teriam migrado, simplesmente, a partir das áreas da Europa Oriental onde seus ancestrais haviam se instalado antes do fim do Neolítico.

Os conhecimentos que temos a respeito de sua cultura anteriormente às migrações são escassos e controversos. Independentemente disso, já não se acredita hoje que uma invasão maciça e orquestrada tenha ocupado à força os territórios até então habitados pelos povos estabelecidos desde o início do Bronze Antigo. Na Grécia, pelo menos, o mais provável é que os grupos de imigrantes tenham se mesclado pacificamente à população local por volta de -2300.

Veja também:
As línguas indo-européias

À falta de dados arqueológicos seguros, as melhores informações sobre a cultura indo-européia primitiva decorrem de estudos teóricos, como a comparação do vocabulário e dos mitos de povos antigos que falavam línguas comprovadamente indo-européias (gregos, hititas, indianos, etc.). Esses estudos mostram, sem dúvida, que os indo-europeus primitivos formavam sociedades de caráter fortemente patriarcal e rigidamente estruturadas em "classes" de sacerdotes, guerreiros e camponeses. Davam também muita importância aos veículos de rodas e ao cavalo, e costuvam ser enterrados em túmulos individuais.

Outras características: "reis" relacionados predominantemente com a justiça e a religião e não com a política e a guerra; sistema numeral de base 10; crença em um deus celeste mais importante que os demais (Zeus); a existência de divindades "naturalistas", como a Lua (Selene) e a Aurora (Eos); e muito mais...


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25.12.2000
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Data da consulta: 13.05.2008
 
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