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HISTORIA
u  A Idade do Bronze
no Egeu
Bronze Antigo
•  parte I
altera
CRONOLOGIA
-3000 a -2000
 
Bronze Antigo - I
á numerosas evidências de que durante o III milênio a.C. as culturas do Egeu mantiveram contato entre si e com Chipre, Egito, Anatólia central e lugares distantes como a Bessarábia (norte do Mar Negro), a costa do Mar Adriático e a região do Rio Danúbio (Europa Centro-Ocidental).

Diversas semelhanças podem, conseqüentemente, ser observadas entre muitos aspectos culturais da Grécia continental, Creta, Cíclades, noroeste da Anatólia e Chipre: jarros de bico alongado, padrões decorativos em espiral (durante séculos uma das marcas registradas da arte egéia), alfinetes para roupas, selos, fortalezas, túmulos abobadados e armas.

De uma maneira geral, todas as culturas egéias prosperaram durante o Bronze Antigo. Tróia e as Cíclades, especialmente, exibiram durante certos períodos sinais de extraordinária riqueza. As Cíclades, devido à sua posição estratégica em relação a todos que precisavam atravessar o Egeu; Tróia, situada no noroeste da Anatólia, em razão do acesso direto às rotas terrestres da Ásia Ocidental e às rotas marítimas do Egeu.

Nada sabemos de definido, infelizmente, a respeito da religião de qualquer uma dessas culturas. É provável, no entanto, que a deusa-mãe neolítica e o touro tivessem ainda importância considerável.

O minóico antigo

A ilha de Creta começou a se desenvolver por volta de -2500, com os novos estilos de cerâmica, novos costumes funerários e a revolucionária tecnologia do bronze, trazidos por imigrantes da Anatólia, da Sírio-Palestina e, segundo alguns especialistas, também do Egito.

Nenhuma fortificação foi descoberta até o momento; de modo geral, as aldeias mantiveram as características arquitetônicas básicas do Neolítico. Fournou Koriphi (-2500/-2200), no extremo sul da ilha, tinha uma característica interessante: armazéns, residências e oficinas de artesanato situavam-se em diferentes áreas da aldeia. Já se notava então uma forte tendência de aglutinação na disposição das casas.

Ferramentas e armas de bronze eram fabricados em larga escala, notadamente adagas de lâmina larga e machados de duas lâminas. Embora existissem algumas jazidas de cobre em Creta, a maior parte do metal utilizado era importado de Chipre e da Grécia continental. Selos e anéis de sinete em pedra e marfim, que séculos mais tarde se tornariam uma das marcas registradas de Creta, apareceram por volta de -2300/-2000, assim como jóias de ouro e outros metais.

Os vasos de cerâmica, feitos à mão, tinham geralmente bico alongado e decoração simples. A fabricação de vasos de pedra, técnica de influência egípcia, era também bastante expressiva.

Os mortos eram enterrados em caixões de terracota (lárnax, pl. lárnakes) ou grandes vasos (pithos, pl. pithoi) nas diversas grutas da ilha. Havia também túmulos coletivos de forma circular e teto abobadado, construídos fora das povoações, semelhantes aos tholoi neolíticos de Chipre e da Ásia Ocidental.

O Cicládico Antigo

Nas Cíclades há três fases culturais distintas: Grotta-Pelos (-3000/-2650), Keros-Siros (-2650/-2400) e Kastri (-2400/-2200). Durante a primeira fase, é possível que colonos da Grécia continental tenham chegado às ilhas; Keros-Siros foi a fase de maior prosperidade.

Havia cidadelas bem protegidas em Siros, Naxos e Delos; a de Kastri (Siros, -2650), situada em uma elevação (acrópole), era cercada de muralhas duplas com torres circulares. É possível que além do comércio os ilhéus praticassem também a pirataria.

Os mais populares produtos das ilhas eram as famosas estatuetas cicládicas, esculturas de pedra polida e mármore, muito apreciadas e encontradas em grande quantidade por toda parte. De grande simplicidade e elegância, representavam figuras humanas com traços esquemáticos e abstratos.

O formato de alguns vasos cicládicos é notável: um dos tipos, com a forma de um urso ou porco-espinho bebendo, mostra considerável senso de humor; outro tipo, apelidado de "frigideira", é a representação estilizada de uma vulva ou, talvez, de um útero. Algumas das "frigideiras" contêm as mais antigas imagens de embarcações do Egeu: barcos simples, sem mastro, com proas elevadas e grande quantidade de remos, muito selhantes a alguns barcos egípcios mil anos mais antigos.

Os cemitérios, situados perto das povoações, continham diversas tumbas em cista, cobertas com uma laje. Os sepultamentos eram em geral individuais. Junto aos corpos, ricos presentes fúnebres: artefatos, armas, jóias de cobre, bronze, chumbo, ouro e prata.

As estatuetas femininas e as "frigideiras" eram, aparentemente, versões da antiga deusa-mãe neolítica e é possível que fossem parte de algum tipo de ritual. A presença freqüente desses objetos nas sepulturas sugere também que tinham um papel importante no culto dos mortos.


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13.07.2000
Monografia 0296
     
Data da consulta: 28.08.2008
 
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