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Plutarco
HISTORIA
altera NOMEN
Πλούταρχος
Plutarchus Biographus et Philosophus SIGLA CLASSICA
Plu.
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Plutarco
BiografiaNasceu em Queronéia, perto de Tebas, por volta de Fixou-se em sua cidade natal, Queronéia, e se casou com Timoxena, com quem teve diversos filhos. Lá passou quase toda sua vida, cercado de amigos, escrevendo e desempenhando diversas funções cívicas, inclusive a de arconte. Foi também sacerdote de Apolo em Delfos durante os últimos 20 ou 30 anos de sua vida e muito fez pela revitalização do santuário. Voltou a Roma pelo menos uma vez, na época de Domiciano É certo que em 120 ainda vivia; deve ter morrido pouco depois, talvez por volta de 125. Depois de sua morte, recebeu grandes homenagens em Delfos. Obras sobreviventesSegundo a tradição, Plutarco escreveu mais de 200 livros. Chegaram até nós cerca de 50 biografias de gregos e romanos ilustres e ainda 78 escritos sobre os mais variados tópicos. As biografias, conhecidas por Vidas Paralelas, são estruturadas da seguinte forma: primeiro, a biografia de um grego; depois, a biografia de um romano; finalmente, uma curta comparação entre os dois. Os três primeiros "pares" são Teseu e Rômulo; Licurgo e Numa; Sólon e Valerius Publicola. Há quatro "Vidas" isoladas, cujos pares se perderam: Artaxerxes, Arato, Galba e Othon. Os demais escritos, conhecidos coletivamente por Moralia ("Obras morais"), podem ser agrupados do seguinte modo:
Algumas obras de Plutarco foram publicadas postumamente por iniciativa de um de seus filhos que, aliás, também se chamava Plutarco. Características da obraPlutarco não era propriamente um historiador: Sua filosofia era eclética, a despeito de sua formação platônica; há influências pitagóricas, peripatéticas e até estóicas em diversos textos. Plutarco não era um pensador original, mas tratava a filosofia com grande seriedade e prezava muito a moral prática. Essas característica transparecem tanto nas Vidas como nas Obras Morais. Ele tinha também "marcado temperamento didático" (Lesky), e hoje em dia seria considerado um grande divulgador. Plutarco utilizou, basicamente, a koiné, mas sem o aticismo e o recurso exagerado à retórica tão em voga no século II. Assim como Heródoto ele freqüentemente recorria a anedotas, digressões e descrições dramáticas; o resultado final era, porém, despretencioso, espontâneo, vivo e agradável.
É difícil avaliar a extensão de sua influência; Plutarco é, certamente, um dos autores gregos mais lidos dos últimos 500 anos. Montesquieu
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Data da consulta: 20.08.2008 |