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HISTORIA
Histórias
altera
NOMEN
ΙΣΤΟΡΙΑΙ
Historiae
SIGLA CLASSICA
Hdt.
 
Histórias
Em Heródoto, literatura e história são a mesma coisa.
H.R. Immerwahr, 1966.
título tradicional da obra de Heródoto, "Histórias" (gr. ΙΣΤΟΡΙΑΙ), reflete a enorme diversidade do material reunido pelo autor em suas longas viagens. Certos elementos de sua biografia e algumas referências a eventos dos primeiros anos da Guerra do Peloponeso permitem situar a data de composição entre -450 e -430.

Histórias tem grande valor literário: a narrativa é simples, precisa e sóbria, apesar de recheada de episódios dramáticos e de curiosidades. O livro, nítidamente influenciado pela tradição épica, parece a transcrição de uma longa e interessante conversa, cheia de descrições, digressões, anedotas e lendas...

Estrutura do texto

A obra é um complexo arranjo de numerosos relatos mais ou menos independentes, tradicionalmente chamados de logoi (pl. do gr. λόγος), identificavéis por frases mais ou menos formulares no início e no fim. A extensão é variável e há logoi dentro de logoi, mas todos estão ligados de forma lógica e coerente.

Heródoto escreveu sob a influência da grande vitória dos gregos sobre os persas em -480/-479 mas, embora encarasse tudo como um confronto decisivo entre as civilizações do Oriente e do Ocidente (gregos da Europa contra persas da Ásia), não é esse o tema principal. Seu principal objetivo parece ter sido descrever a ascenção do poderio oriental, centrada nos reis dos lídios, medos e persas e suas conquistas, que culminaram nas guerras médicas.

Do ponto de vista cronológico, a seqüência de logoi baseia-se primariamente em diversas ações militares que aconteceram entre -560, mais ou menos, e -479, pouco tempo depois da batalha de Salamina. Até os eventos de -480, Heródoto privilegiou a história oriental; a história dos gregos, notadamente a dos gregos asiáticos, dos atenienses e dos espartanos, permeia de forma um tanto dispersa diversos logoi.

O fio da meada

Embora originário de uma região de influência dória, Heródoto escreveu em dialeto iônico, utilizado em Mileto e em outras cidades jônicas da Ásia Menor e, juntamente com os filósofos pré-socráticos, ajudou a definir esse dialeto como padrão inicial da expressão literária em prosa.

A habilidade narrativa de Heródoto é notável. A despeito da enorme heterogeneidade do material que reuniu, não perdeu o fio condutor; as digressões, compostas de mitos, anedotas, curiosidades etnológicas e geográficas, são bem marcadas e foram magistralmente dispostas em torno da narração principal.

Aparentemente, nem todo o material disponível foi colocado no livro. Heródoto apresentou os fatos considerados relevantes, mas selecionou as tradições sobre os acontecimentos e interpretou-os à sua maneira pessoal. Muitos eruditos modernos consideram-no pouco crítico e lhes parece excessiva a atenção que deu aos oráculos, aos sonhos e à religião para explicar eventos históricos; nesse ponto, porém, o "pai da história" foi nada mais, nada menos do que um homem de seu tempo.

Resumo

Em andamento...

Selecta

Veja, por enquanto, os textos especiais e epígrafes:

  1. O Dr. Demócedes
  2. Epígrafes: • Ser grego
Referências

H.R. Immerwahr, Form and Thought in Herodotus. Atlanta: Scholars Press, 1966.

Ph.-E. Legrand, Hérodote. Histoires, 9 v. Paris: Les Belles Lettres, 1930-1954.


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Data da consulta: 13.05.2008
 
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