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PHILOSOPHIA
Anaxágoras doxografia altera NOMEN
Ἀναξαγόρας
Anaxagoras Phil. SIGLA CLASSICA
Anaxag.
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Anaxágoras
Vida e obraNasceu em Clazômenas, pólis da costa ocidental da Ásia Menor, por volta de Escreveu, segundo a tradição, um livro denominado Da Natureza, em prosa, do qual restam cerca de vinte fragmentos. PensamentoEmbora possa ser considerado herdeiro intelectual dos filósofos milesianos, Anaxágoras pensava de forma radicalmente diferente em relação à estrutura do universo. Postulava que, ao invés de elemento primordial unitário, várias substâncias diferentes compunham a totalidade do espaço existente. Cada elemento constituinte seria, portanto, fundamental em si mesmo e a matéria constituída pela combinação desses elementos era infinitamente indivisível. A força que movia o universo era o Espírito (gr. νόος ou νοῦς, i.e. "pensamento", "espírito", "inteligência"), ilimitado, isolado e separado de tudo o mais. O Pensamento teria gerado um turbilhão primordial que, ao se alastrar e se movimentar pelo caos ("vazio") precedente, forçou certas entidades a se diferenciarem, como o denso do rarefeito, o quente do frio, o seco do úmido. Nada teria sido criado ou destruído: as coisas surgiram e desapareceram a partir da combinação e da dispersão daquilo que já existia. Cada porção do mundo material conteria, em princípio, todos os componentes encontráveis nas outras partes (homeomeria). É a preponderância de certas entidades, a partir de "sementes" cujos elementos constituintes estariam inextrincavelmente misturados, que explica as características que diferenciam as coisas existentes. Um pepino e uma pedra teriam, portanto, os mesmos componentes básicos, mas em diferentes proporções.
O corolário desse conceito é que, mesmo dividindo-se infinitamente qualquer porção do mundo material, a menor porção possível conteria, ainda, todas as substâncias consituintes do universo, na proporção (preponderância) necessária para Fragmentos e doxografiaA doxografia provém, principalmente, de Platão, Aristóteles e Teofrasto. Os fragmentos foram conservados, em sua maioria, por Simplício (séc. VI). Edições e traduçõesA primeira edição moderna de todos os fragmentos é a de Schaubach (1827); depois, vieram as de Schorn (1829), Karsten (1835) e Mullach (1860); atualmente, a edição "padrão" é a de Diels e Kranz (61951). A primeira tradução para o português é a de Maria Cavalcante (1973), seguida pelas de Bornheim (1989) e Carneiro Leão (1991). SelectaEm andamento...
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Página atualizada em 23.05.2007 Data da consulta: 07.10.2008 |