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PHILOSOPHIA
Empédocles de Acragás doxografia altera NOMEN
Ἐμπεδοκλῆς
Empedocles Poeta Phil. SIGLA CLASSICA
Emp.
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Empédocles de Acragás
Vida e obraNasceu por volta de Cerca de 450 versos de dois extensos poemas em versos hexâmetros, conhecidos tradicionalmente por Da Natureza e Purificações, chegaram até nós; segundo Rocha Pereira (1993), o primeiro poema foi escrito por um cientista e o segundo, por um visionário. Da Natureza trata de temas científicos e filosóficos; Purificações aborda predominantemente a natureza e o destino da alma. Nem sempre a distinção é nítida mas, a despeito de aparentes inconsistências, as duas obras parecem ter sido escritas pela mesma pessoa. PensamentoA doutrina cosmogônica delineada no poema Da Natureza explicava toda a existência em termos de coesão e combinação de quatro "raízes" ou elementos básicos irredutíveis que interagiam ciclicamente através de dois princípios. Esses quatro elementos Terra, Água, Fogo e Ar preenchiam inteiramente o espaço, mantinham eternamente sua individualidade e eram "isonômicos", isto é, de igual importância. Os dois princípios, Amor e Discórdia, promoviam a união ou a desunião dos elementos em um ciclo cósmico em que predominava ora um, ora outro. A alma era também o resultado da interação dos quatro elementos e dos dois princípios.
Ao monismo e ao imobilismo dos eleatas, Empédocles opôs, portanto, pluralismo e movimento. Suas idéias, conhecidas entre nós por "doutrina dos quatro elementos", influenciaram profundamente Platão, Aristóteles, os estóicos e também as ciências, notadamente a medicina. Os quatro elementos só perderam o prestígio na segunda metade do século XVIII a partir dos estudos de Lavoisier Outras de suas idéias eram, porém bem menos consistentes e até mesmo místicas. Assim como Pitágoras, Empédocles defendia a transmigração das almas através de um longo ciclo de reencarnações, condicionado pelas conseqüências de alguma grave ofensa cometida. Em outros trechos de suas obras, Empédocles Deriva daí, possivelmente, a significativa quantidade de histórias fantásticas e anedotas que circularam a seu respeito durante toda a Antigüidade. Fragmentos e doxografiaRestam 148 fragmentos de Empédocles, de extensão e importância variável; foram conservados, notadamente, por Aristóteles, Plutarco e Simplício (séc. VI). As mais importantes fontes para a doxografia são Platão, Aristóteles e Teofrasto. Edições e traduçõesA editio princeps é a de Henri Estienne (Henricus Stephanus), 1573. Depois vieram as edições de Sturz (1805), Karsten (1838), Mullach (1860) e Stein (1882), entre outras. A mais utilizada, hoje em dia, é a de Diels e Krantz (61951). Aqui, por comodidade, utilizei a edição crítica de Kirk, Raven e Schofield (o.c.). Traduções para o português, de todos os fragmentos: Cavalcante de Souza (1973); de alguns fragmentos, Rocha Pereira (1998). SelectaEm andamento...
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Página atualizada em 24.05.2007 Data da consulta: 03.07.2008 |