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PHILOSOPHIA
Os pitagóricos altera NOMINES
Πυθαγόρας
Pythagoras Phil. Φιλόλαος Philolaus Phil. SIGLA CLASSICA
Pythag.
Philol. |
Os pitagóricos
O pitagorismo mais antigo foi o meio no qual a filosofia pela primeira vez tornou-se uma maneira de viver tanto quanto uma disciplina de especulação intelectual.
J.V. Luce, 1994.
BiografiasPitágoras (gr. Πυθαγόρας), filho de Mnesarcos, nasceu cerca de Do pitagórico Filolau de Crotona (gr. Φιλόλαος) Todos os outros pitagóricos, praticamente, são anônimos ou conhecidos somente pelo nome. A confraria pitagóricaSegundo algumas referências tardias a confraria ou irmandade criada por Pitágoras em Crotona reunia cerca de trezentos jovens que viviam separadamente dos outros cidadãos e mantinham os bens em comum. Tudo o que era ensinado tinha de ser mantido em segredo, e nada se revelava aos de fora sob pena de exclusão. A finalidade da confraria era aparentemente uma satisfação interior que a religião tradicional não dava, mas mesmo assim não há provas de que tivessem rompido com ela. Pitágoras oferecia sacrifícios aos deuses, e parece mesmo ter havido fortes ligações entre os pitagóricos e o culto de Apolo em Delfos. Parece ter havido, também, alguma influência do orfismo, um misterioso movimento Devido ao voto de silêncio, somente especulações quanto à natureza dos ensinamentos ministrados por Pitágoras chegaram até nós, e de veracidade muito variável. Havia precauções rituais, como por exemplo evitar Exercícios físicos, música e estudos referentes à teoria musical e à matemática, assim como sua aplicação à natureza do Universo, aparentemente também faziam parte do "currículo". A obediência devida ao mestre era absoluta, e o argumento final de qualquer discussão era um "foi ele que disse". Daí as variadas coleções de ditos e "provérbios" chamados de ἀκούσματα, "coisas ouvidas", transmitidos já na Antigüidade sob o nome de Pitágoras. A despeito de algumas oposições nem sempre pacíficas, os discípulos e seguidores de Pitágoras continuaram difundindo sua doutrina e desenvolvendo atividades políticas em várias cidades do sul da Itália até fins do século Textos e doutrinaPitágoras, caso tenha realmente existido, nada escreveu; Filolau de Crotona, no entanto, escreveu um livro do qual restam alguns poucos fragmentos, e A crença na reencarnação, transmigração da alma ou ainda metempsicose é a mais conhecida e popular das doutrinas pitagóricas. Uma generalização da descoberta das relações numéricas entre os tons musicais levou, provavelmente, à idéia de que os números definem tudo aquilo que existe: "só aquilo que se pode determinar numericamente é um existente" (Lesky, 1971). Em nenhum lugar Filolau ou algum comentador antigo explica também o que se entende por "limitadores" e "ilimitados"; talvez haja alguma relação desses conceitos com a doutrina dos números, que ele abordara antes ou pressupunha ser do conhecimento de quem estava lendo. Essa doutrina às vezes apresentava os números pares e ímpares ligados a "limitadores e ilimitados", e Alguns fragmentos esparsos, finalmente, deixam entrever uma verdadeira escatologia pitagórica: 1) a alma, após a morte, está sujeita a um julgamento divino; 2) a seguir há um castigo no mundo subterrâneo para os perversos; 3) há um melhor destino para os bons que, isentos de maldade no próximo mundo e numa posterior reencarnação podem alcançar a Ilha dos Fragmentos e doxografiaDezenas de tratados chegaram até nós sob o nome de Pitágoras, mas são meras ficções criadas no Período Greco-romano. A reconstrução das doutrinas pitagóricas se baseia exclusivamente em alguns poucos fragmentos de Filolau de Crotona e em testemunhos doxográficos de valor muito desigual. Alguns dos autores mais importantes para o estudo do pitagorismo foram Aristóteles Edições e traduçõesAs coletâneas mais importantes de fragmentos e trechos doxográficos são a de Mulach (1868) e a de Hercher (1873), para Pitágoras, e a de Boeckh (1819) para Filolau de Crotona. A mais antiga tradução para o português data de 1795 e se refere às "ficções" mencionadas acima, mas tem inegável valor histórico: Versos de Ouro que vulgarmente andam em nome de Pythagoras, traduzidos do grego e ilustrados com escólios e anotações críticas por Luís António de Azevedo. Em nossos dias, a doxografia e os fragmentos foram reunidos e traduzidos por Gerd Bornheim em 1989. A edição utilizada aqui foi a de Kirk, Raven e Schofield (o.c.), que existe em versão portuguesa e traz uma seleção crítica de várias coletâneas. Selecta
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Data da consulta: 16.05.2008 |