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PHILOSOPHIA
Os milesianos altera NOMINES
Θαλῆς
Thales Philosophus Αναξίμανδρος Anaximander Philosophus Αναξιμένης Anaximenes Philosophus SIGLA CLASSICA
Thal.
Anaximand. Anaximen. |
Os milesianos
A Filosofia da NaturezaO pensamento especulativo grego Os primeiros filósofos dirigiram sua atenção basicamente para a estrutura da Natureza e seu funcionamento, e devido ao constante interesse em interpretar racionalmente os fenômenos observados são chamados de Filósofos da Natureza. Especulando a respeito da origem e constituição do mundo natural em termos racionais estabeleceram a Filosofia como uma disciplina intelectual e, pela mesma razão, de certa forma, foram também os primeiros cientistas. Os três mais antigos pensadores gregos, Tales (gr. Θαλῆς, Biografias e doutrinas
séc. -VII/-VI
Praticamente todos os fatos de suas biografias são incertos. A mais importante de suas doutrinas envolvia o princípio fundamental (gr. ἀρχή) de tudo o que existia. Tales sustentava que todas as coisas se originaram da água; Anaximandro opinava que o constituinte fundamental da natureza era algo totalmente diferente do que era possível observar, "indefinida e indeterminada" (gr. ἄπειρον), e que todos os processos naturais se desenvolviam em termos da combinação de coisas opostas, como por exemplo "frio" e "quente"; Anaxímenes propunha o ar como constituinte elementar da natureza, e que era a rarefação ou condensação dessa substância que produzia as transformações do mundo. Os milesianos também se interessavam pelas ciências, notadamente a Astronomia, a Física, a Matemática e a Biologia. Fragmentos e doxografiaNenhum dos escritos de Tales, Anaximandro e Anaxímenes de Mileto chegou até nós de forma completa; na realidade, dispomos apenas de uns míseros fragmentos um de Anaxímenes e dois de Anaximandro. A doxografia, felizmente, é mais ou menos abundante. Os autores que mais contribuíram para uma possível reconstituição do pensamento desses notáveis intelectuais foram Aristóteles Edições e traduçõesAs coletâneas modernas mais importantes de fragmentos e trechos doxográficos são a de Mulach (1923) e a de Em português, os fragmentos e trechos doxográficos foram traduzidos por Eudoro de Souza, nos anos sessenta do século XX, e por Gerd Bornheim em 1989. Bastante acessível é o volume "Pré-Socráticos" da coleção Os Pensadores (1973), com traduções de Wilson Regis (doxografia) e de José Cavalcante de Souza (fragmentos). Aqui, foi utilizada a edição de Kirk, Raven e Schofield, que existe em tradução portuguesa e contém uma antologia crítica dos fragmentos mais relevantes. Selecta
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Página atualizada em 15.10.2005 Data da consulta: 13.05.2008 |