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PHILOSOPHIA
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Πλάτων
Plato Philosophus
SIGLA CLASSICA
Pl.
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 Platão
latão (gr. Πλάτων), o mais importante dos discípulos de Sócrates, exerceu enorme influência na filosofia, na religião, na educação, na literatura e até mesmo na língua grega.
Biografia
Nasceu em Atenas, por volta de -428, e era membro de uma aristocrática e ilustre família. Descendia dos antigos reis de Atenas, de Sólon e era também sobrinho de Crítias (-460/-403) e Cármides, dois dos "Trinta Tiranos" que governaram Atenas em -404. Lutou na Guerra do Peloponeso entre -409 e -404, e a admiração por Sócrates, que conheceu em algum momento desse período, foi decisiva em sua vida.
Saiu de Atenas em -399, após a execução de Sócrates, e passou os 12 anos seguintes viajando. Por volta de -387 visitou a Magna Grécia, e em Taras conheceu o político e matemático Arquitas (c. -400). Em Siracusa tornou-se amigo de Díon (-408/-354), jovem parente de Dionísio I, o tirano que governou a cidade de -405 a -367. Em razão de atritos com o tirano, foi expulso da cidade e vendido como escravo em Egina, então inimiga dos atenienses.
Resgatado por um amigo, retornou a Atenas e fundou por volta de -385 a Academia, protótipo de todos os colégios e universidades atuais. A escola era dotada de alojamentos, refeitório e salas de leitura, onde Platão e seus alunos passavam o tempo estudando e discutindo matemática, astronomia, música e, é claro, filosofia. Sua intenção era formar homens de princípios elevados, preparados para exercer funções políticas de destaque em suas comunidades.
Em -365 e em -361 esteve novamente em Siracusa, a pedido do amigo Díon, numa tentativa inútil de transformar o jovem Dionísio II (-367/-342), filho e sucessor de Dionísio I, no "rei-filósofo" que idealizara. Desiludido com a dificuldade de colocar em prática suas idéias filosóficas, Platão não mais saiu de Atenas. Dedicou-se somente à Academia e aos seus escritos até -347, quando morreu.
Obras sobreviventes
Todos os 43 diálogos e 13 cartas atribuídos a Platão pelos antigos chegaram até nós. Dentre eles, somente 27 diálogos e as cartas VI, VII e VIII são considerados autênticos.
O "diálogo platônico", discussão filosófica com estrutura dramática, recebeu fortes influências do mimo siciliano; com Platão, o diálogo adquiriu o status de gênero literário. Devido à pureza e correção da linguagem, a prosa de Platão é também um dos paradigmas do dialeto ático.
Na impossibilidade de datar individualmente cada um dos diálogos, é costume agrupá-los em relação à data das viagens de Platão à Sicília. A análise do estilo e do conteúdo permite, também, ordená-los de forma mais ou menos cronológica:
- 1º GRUPO (-399/-387)
Apologia de Sócrates, Críton, Laques, Lísis, Cármides, Êutifron, Hípias Menor, Hípias Maior, Protágoras, Górgias e Íon;
- 2º GRUPO (-387/-367)
Mênon, Fédon, A República, O Banquete, Fedro, Eutidemo, Menéxeno e Crátilo;
- 3º GRUPO (-360/-347)
Parmênides, Teeteto, O Sofista, O Político, Timeu, Crítias, Filebo e As Leis.
No Portal:
- Apologia de Sócrates
- O Banquete [especial: Uma receita prática]
- Íon
- Fédon
- Eutífron [epígrafe: a religião]
- A República [epígrafe: a música]
- Fedro [especial: O todo de Hipócrates]
- O Sofista
- O Político
- Timeu [especial: O mito de Atlântida]
- Crítias
- As leis
Alguns epigramas atribuídos a ele chegaram até nós, mas a crítica moderna não os considera de sua autoria:
- Epígrafes: A Safo
O pensamento platônico
Nos diálogos do 1º grupo (ditos "socráticos"), o personagem principal é Sócrates e são as idéias dele que Platão nos apresenta. Nos diálogos do 2º grupo, embora Sócrates ainda seja um dos personagens importantes, ele é apenas um porta-voz das concepções platônicas. A presença de Sócrates é rara nos diálogos do 3º grupo e, provavelmente, as idéias mostradas são as do próprio Platão.
Além de Sócrates, Platão teve outras influências, como por exemplo os pitagóricos, Heráclito e Parmênides. Sua filosofia contém, basicamente, dois elementos: o metafísico e o moral.
A famosa "teoria das formas" com freqüência erradamente traduzida por teoria das idéias é a mais importante contribuição platônica à Filosofia. Segundo Platão, o Mundo Sensível (o que se apreende pelos sentidos), variado e mutável, é apenas um aspecto do mundo real, constituído por formas puras, fixas e imutáveis que só podem ser conhecidas intelectualmente, através da razão pura.
Platão, como os pitagóricos, acreditava que a alma já existia antes do corpo, continuava a existir após a morte e posteriormente entrava em novo corpo prestes a nascer. Em estado puro, era a alma capaz de contemplar sem obstáculos o Mundo das Formas; ao adentrar um novo corpo, porém, ocorria um choque e produzia-se o esquecimento. Mas, traços dessa contemplação permaneciam no espírito e podiam ser eventualmente reativados. Para conhecer, portanto, era preciso relembrar.
A forma suprema é a do Bem, capaz de tornar compreensíveis todas as demais. O verdadeiro conhecimento é o conhecimento do Bem. O filósofo, de todos o mais apto a adquirir esse conhecimento, é conseqüentemente o mais apto a governar a cidade-estado ideal.
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