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O juramento de Hipócrates
altera
TITVLVS
Ὅρκος
Jusjurandum
SIGLA CLASSICA
Hp. Jusj.
 
O juramento de Hipócrates
célebre Juramento de Hipócrates (gr. Ὅρκος), pronunciado por grande parte dos médicos ocidentais em sua formatura, é um dos mais conhecidos e mais estudados textos da coleção hipocrática. Desde a Antigüidade ele tem sido atribuído ao médico Hipócrates de Cós — daí o título tradicional —, mas na realidade não sabemos quem o escreveu.

O juramento não é um dos trabalhos mais mais antigos da coleção; deve ter sido criado em algum momento do século -IV. Báquio de Tânagra, médico alexandrino do século -III e o mais antigo comentador da coleção hipocrática, não o conhecia; a primeira referência a ele é a de Erotiano, que viveu no tempo de Nero (37/68 AD). De acordo com a tradição árabe, o texto foi comentado por Galeno.

Sua influência na cultura ocidental foi enorme, pois serviu de modelo a todos os códigos de ética da atualidade.

Resumo

O texto do Juramento tem cerca de 250 palavras e ocupa menos de uma página nos manuscritos. Na edição de Jones, na qual se baseia este resumo, ele ocupa apenas duas páginas.

A primeira parte [1a] compreende uma invocação, dirigida notadamente às divindades tutelares da prática médica, Apolo, Asclépio, Hígia e Panacéia; a última parte [8], uma imprecação, estabelece a punicação de praxe, destinada aos que invocam os deuses e não cumprem o juramento.

As cláusulas [1b-7] estabelecem um pacto familiar, que iguala o mestre aos membros da família e preceitua a transmissão dos conhecimentos médicos somente dentro da própria família e entre os discípulos ligados ao mestre por um compromisso sagrado, e um compromisso em que o médico promete, basicamente, dedicar-se ao seu paciente e guardar segredo de tudo aquilo que descobrir e que não deva ser divulgado.

Manuscritos, edições e traduções

O melhor texto, dentre os manuscritos da coleção, é o Marcianus Venetus 269, do século XI (Biblioteca de São Marcos, Veneza). A editio princeps é a Aldina (Veneza, 1526); as edições modernas mais relevantes são as de Foes (Frankfurt, 1595), Boerner (Leipzig, 1751), Duval (Paris, 1818), Littré (Paris, 1861), Jones (Cambridge e Londres, 1923), Heiberg (Leipzig e Berlim, 1927) e Edelstein (Baltimore, 1943).

A primeira tradução para o português foi a de Maria Helena da Rocha Pereira (Lisboa, 1965, 81998), logo seguida da minha própria, publicada em 1999, revista e novamente publicada em 2005. Esta sinopse foi largamente baseada nesses dois últimos trabalhos.

Selecta
  1. O juramento de HipócratesTexto completo
Referências

Wilson A. Ribeiro Jr., 'Juramento', in Henrique F. Cairus & _________, Textos Hipocráticos: o doente, o médico e a doença. Rio de Janeiro: Fiocruz, p. 151-67, 2005.

_________, ΟΡΚΟΣ, ΙΠΠΟΚΡΑΤΗΣ, Revista de Tradução Modelo 19, Araraquara, v. 4, n. 9, p. 69-72, 1999. [disponível aqui, em PDF]


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