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Antigas lendas da Ática

Boa parte dos mitos da Ática, território onde se localiza Atenas, gira em torno dos reis que governaram a pólis antes dos reformadores e tiranos dos tempos históricos.

Os atenienses sustentavam que os primitivos habitantes da região eram autóctones[1], assim como os primeiros reis (e.g. Hdt. 7.161; E. Ion 20-21 e 29-30; Pl. Mx. 245d), que teriam implantado as regras da civilização e consolidado a posse da Ática.

Vários personagens não aparentados, como Cécrops e Crânao, estão entre os primeiros membros da realeza ateniense. Do ponto de vista mítico, no entanto, a mais importante família real é a dos dos Erectidas, que começou com Erictônio:

O nono rei de Atenas, Teseu, é o único que conhecemos relativamente bem; os mitos associados a ele, assim como os dos argonautas Calais e Zetes, de Prócris e de Oritia, estão descritos em outras partes do Portal. Os outros reis e seus parentes são mais conhecidos por terem inspirado os poetas trágicos e cômicos do Período Clássico e por serem cultuados em alguns locais de Atenas.

As fontes antigas

Até o século -V, a genealogia e os mitos associados aos reis da Ática ou de Atenas eram escassos e um tanto confusos. Os reis foram mencionados de forma isolada por Homero (sæc. -VIII), pelo autor da Danaida[2] (sæc. -VI), por Píndaro (-518/-438) e por Heródoto (-484/-425), entre outros. Helânico (-496/-411) deve ter sido o primeiro erudito a tentar organizar os diversos personagens em uma genealogia coerente.

A mais antiga sistematização das lendas da casa real de Atenas que chegou até nós é a do autor do Mármore de Paros (FGrH 239, sæc. -III). Vieram, depois dele, a de Castor de Rodes (FGrH 250 F 4, sæc. -I) e a do Pseudo-Apolodoro (sæc. I/II).

Note-se, finalmente, que listas e genealogias dos reis atenienses são puramente míticas e não têm qualquer fundamentação histórica.

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