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Limênio 1-10

TRADUÇÃO

A parte inicial do hino a Apolo Délfico nº 2 é uma invocação às musas e um convite à celebração do deus Apolo, divindade a quem os peãs eram usualmente dedicados.

Essa estruturação já estava presente nos hinos homéricos, criados cerca de cinco séculos antes deste peã.

Vinde a esse Parnasso que ao longe se vê, que ama os coros, escarpado e de dois picos, e dirigi nossos hinos, ó Piérides; ficai nas rochas cobertas de neve, Heliconídeas[1], e celebrai o Pítio de dourados cabelos que de longe fere, 5Febo[2], a quem a abençoada Letó deu à luz perto do glorioso lago, angustiada, abraçada a cintilante e viçosa oliveira, um ramo nas mãos. Exulta a abóbada celeste toda, brilhante e sem nuvens; o éter interrompeu o sopro de ventos tempestuosos, Nereu parou as ondas de profundo estrondo 10e também o grande Oceano, que rodeia a terra com braços curvos e úmidos.
TEXTO GREGO
a

Notas

  1. Referências às musas. Acreditava-se que havia as musas da Piéria, perto do Monte Olimpo (Hes. Th. 53-74), e as do Monte Hélicon, na Beócia (Hes. Th. 1-8). Essas últimas eram particularmente vinculadas a Apolo.
  2. Febo (gr. Φοῖβος), lit. ‘brilhante’, é um dos mais frequentes epítetos de Apolo tanto entre os gregos quanto entre os romanos. Outro epíteto relativamente comum é Pítio, referência ao antigo nome de Delfos, Pitô (gr. Πυθώ), local de seu mais conhecido santuário.

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Artigo nº 1020
publicado em 22/03/2016.
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Como citar esta página:
RIBEIRO JR., W.A. Limênio 1-10. Portal Graecia Antiqua, São Carlos. URL: greciantiga.org/arquivo.asp?num=1020. Consulta: 25/03/2017.
 
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