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Licofron

Λυκόφρων Lycophron Tragicus Lyc.

Licofron (gr. Λυκόφρων) nasceu em Cálcis, Eubeia, era poeta trágico e também um erudito (gr. γραμματικός[1]). Não deve ser confundido com o Pseudo-Licofron, desconhecido autor do poema Alexandra.

Vida e obra

Fontes: D.L. 2.133 e 140, Tz. ad Lyc. e Chil. 8.204, Suid. s.u. Λυκόφρων.

Liconfron viveu no início do século -III e iniciou suas atividades na biblioteca de Alexandria por volta de -284. Segundo Tzetzes, era filho natural ou adotivo do historiador Lico de Régio e foi encarregado pelo rei Ptolomeu II Filadelfo (-308/-246), em pessoa, de estudar os poetas cômicos.

Escreveu, provavelmente, um estudo sobre a comédia (ou simplesmente editou os poetas cômicos), pelo menos vinte tragédias e uma quantidade desconhecida de dramas satíricos. Chegaram até nós apenas o título de suas tragédias (v.g. Éolo, Andrômeda, Héracles, Hipólito, Laio, Édipo, Penteu e Telégono, entre outras), quatro versos da tragédia Pelópidas e fragmentos do drama satírico Menedemo, em que "homenageou" o filósofo Menedemo de Erétria (D.L. 2.140).

Licofron foi incluído, posteriormente, na Plêiade alexandrina de poetas trágicos[2].

Os fragmentos de Licofron podem ser encontrados, atualmente, no primeiro volume dos TrGF, editado por Snell e Kannicht (1986).

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